Brazuca ou Super Duplo T: conheça qual bola é mais revolucionária na opinião de um físico

  • Por Agencia Brasil
  • 29/05/2014 15h32

Em 1950, o Brasil sediou uma edição da Copa do Mundo pela primeira vez. Outro fato inédito foi a utilização de uma bola de fabricação nacional chamada de Super Duplo T, que revolucionou a forma de se costurar os gomos e manter o seu enchimento Desde então, várias mudanças marcaram a evolução da bola oficial da Fifa.

Em entrevista ao programa de rádio PontoComPontoBR, o pós-doutor em Física, Marcos Duarte, analisou a história das bolas de futebol e listou algumas características que dão mais competitividade aos jogadores e se tornam um tormento aos goleiros Ouça a entrevista completa:

Características da bola

Atualmente, a Brazuca, da fabricante Adidas, é citada comercialmente  como a bola mais moderna tecnologicamente. Contudo, Duarte discorda que ela traga avanços mais importantes do que trouxe a Super Duplo T em 1950. Antes da Supler Duplo T, a bola era de couro e costurada por fora. Na época do mundial no Brasil, a fabricante Super Ball implementou um métodos para costurar os gomos por dentro e usou uma câmara inflável para manter sua expansão. As duas técnicas são utilizadas até hoje. Segundo o físico, o fato de costurar por dentro evitou que os jogadores machucassem seus pés, além de diminuir as irregularidades durante o chute. Mesmo assim, a bola era feita de couro e costumava enxarcar em dias de chuva, dobrando de massa.

As bolas recentes, ao contrário, passaram a adotar material sintético e alguns critérios físicos para contemplar três características listados pelo professor.

1) Conforto: antes, até mesmo as chuteiras eram adaptadas para suportar uma bola imperfeita. A partir da evolução das bolas, elas passaram a dar maior conforto aos jogadores.

2) Regularidade no trajeto: Na Copa da África do Sul em 2010, muitos jogadores reclamaram do trajeto torto adotado pela bola após o chute. Por isso, a Brazuca promete permitir maior regularidade de percurso a partir da combinação de alguns materiais de sua composição. Diferente do que se imagina, as últimas bolas de futebol não variaram de massa (ou, no popular, peso). Duarte, que é autor do livro Física do Futebol, explica que elas respeitam o padrão de ter entre 410 a 450 gramas no máximo por determinação da Fifa.

3) Plataforma esférica: quando mais se chuta uma bola, maior a chance de deformação de seu formato. Assim, fabricantes buscam materiais capazes de manter intocado o formato esférico da bola durante toda a partida.

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