Cerca de 250 pessoas morreram nos últimos 10 dias perto de Damasco

  • Por Agencia EFE
  • 25/08/2015 15h00
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Cairo, 25 ago (EFE).- Pelo menos 247 pessoas morreram nos últimos 10 dias em ataques da aviação do regime sírio na zona de Goutha Oriental, na periferia oriental de Damasco, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre as vítimas mortais entre o dia 16 e a madrugada de hoje, figuram 50 menores de 18 anos, 25 mulheres maiores de idade e várias famílias.

Além disso, os intensos bombardeios da aviação do governo sírio deixaram feridas cerca de mil pessoas, dezenas em estado grave, além de uma grande destruição de propriedades.

Por fim, o Observatório reiterou que a comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, enfrenta uma responsabilidade ética pelos contínuos massacres do regime sírio contra seu próprio povo, especialmente os moradores de Ghouta Oriental.

“Os criminosos não cessarão em suas atrocidades enquanto souberem que não afrontarão castigos e nem jugalmentos. Por isso, pedimos ao Conselho de Segurança que remeta estes crimes de guerra e contra a humanidade ao Tribunal Penal Internacional”, denunciou a ONG em comunicado.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, disse no último dia 18 que os ataques premeditados contra civis e o uso indiscriminado de armas em áreas povoadas, como ocorreu no bombardeio de um movimentado mercado no domingo na cidade síria de Duma, constituem crimes de guerra.

Duma está situada na região de Ghouta Oriental, principal reduto da oposição nos arredores de Damasco, que é alvo frequente dos ataques da aviação governamental.

Segundo as informações mais recentes, corroboradas por este Escritório, 111 civis morreram nesse ataque da aviação síria e mais de 200 ficaram feridos, muitos deles de gravidade.

O regime de Damasco acusou a ONU e em particular o enviado especial desta organização para a Síria, Staffan de Mistura, de “falta de neutralidade” por teer expressado sua firme condenação ao bombardeio. EFE

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