Chanceler uruguaio pede proteção especial para comunidade judaica

  • Por Agencia EFE
  • 09/02/2015 13h12
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Montevidéu, 9 fev (EFE).- O chanceler uruguaio Luis Almagro anunciou nesta segunda-feira que pediu proteção especial para a embaixada e para os diplomatas israelenses, assim como para os atos do coletivo judeu, embora tenha dito que “não houve ameaça iraniana” contra eles.

“Pedi em um relatório recente dirigido ao ministro Eduardo Bonomi (Interior) sobre a proteção especial da Embaixada de Israel, dos funcionários da embaixada, de cada um deles, e de atividades da coletividade judia no Uruguai”, ressaltou em uma entrevista à emissora “El Espectador”.

Almagro disse que trata-se de “ter prevenção absoluta” e “precauções especiais porque há um ambiente conturbado”.

“Não houve ameaça iraniana. Previno sobre uma circunstância e uma situação. Não gosto dessas casualidades e ordeno que haja uma maior vigilância. Não há uma ameaça, mas são fatos raros. Uma mala ao lado de uma caçamba de lixo. Outra bomba colocada mais longe e fora do alcance das câmaras. Há coisas que não concordo, então peço isso”, disse o chanceler.

Em uma entrevista à “Rádio Espectador”, Almagro se referiu assim à informação fornecida na semana passada por um jornal israelense, que disse que em janeiro foi expulso do Uruguai um diplomata iraniano por sua suposta relação com uma bomba achada junto à embaixada de Israel.

O governo uruguaio negou nesta sexta-feira que tenha ocorrido tal expulsão, mas informou que em 10 de dezembro chamou para consultas o embaixador iraniano para perguntar sobre a presença de um automóvel de um diplomata desse país nas imediações da antiga sede da Embaixada de Israel em Montevidéu.

Segundo um comunicado oficial emitido na sexta-feira, a ligação para consultas obedeceu ao achado, em 24 de novembro de 2014, na zona onde estava estacionado o automóvel do iraniano de “uma mala”, sobre a qual não há mais detalhes.

Quando foi chamado para consultas, o embaixador iraniano assegurou que a presença do automóvel do funcionário em um local próximo à Embaixada israelense foi casual porque tinha ido a uma consulta médica na zona.

A respeito, Almagro disse hoje que “não é admissível essa casualidade e não quer mais casualidades deste tipo”.

“Seria perturbador para os iranianos que os funcionários israelenses fizessem isso, mas não fazem”, disse.

A mala achada nas cercanias da antiga embaixada de Israel foi deixada por alguém que passava de charrete, que parou ao lado de uma lata de lixo, tirou papéis e papelões e colocou a mala fora do contêiner.

É por isso que “pedimos à Inteligência a identificação do motorista dessa charrete para interrogá-lo e saber quem lhe deu a mala”, disse Almagro, que disse desconhecer se essa pessoa foi já localizada.

Além disso, uma bomba, sem detonador, foi achada em oito de janeiro nas imediações do World Trade Center (WTC), perto dos novos escritórios da Embaixada israelense.

Na quinta-feira, Almagro, candidato único à Secretaria-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), comparecerá no parlamento uruguaio por diferentes assuntos, entre eles a chegada de seis refugiados da prisão de Guantánamo ao Uruguai e o mais recente capítulo pela detecção de uma bomba junto a um escritório da Embaixada de Israel em Montevidéu. EFE

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