Chegada de voo de brasileiros deportados dos EUA marca processo sem volta, diz especialista
O primeiro voo com brasileiros deportados no governo Joe Biden demonstra a manutenção da política imigratória dos Estados Unidos. A previsão é que o avião fretado pelo governo norte-americano chegue em Belo Horizonte nesta sexta-feira, 21, com 106 cidadãos detidos. O especialista em imigração, Leonardo Freitas, CEO da Hayman-Woodward, avalia que o processo não deve mudar, mas lembra que Joe Biden enviou um projeto para atualização na legislação, que aguarda aval do Congresso. “Tenho observado algumas mudanças interessantes que podem vir a acontecer em um espaço curto de tempo com relação a isso. As deportações vão ter a tendência de ser menos do que efetivamente a gente imagina, mas elas vão continuar ocorrendo, até porque é o curso normal da lei imigratória americana”, disse. Ele ressalta que os voos ocorrem não apenas ao Brasil, mas também com outros destinos da América Latina, nas condições estabelecidas pelos Estados Unidos, com algemas nos deportados. Em relação às restrições de viagens de turistas e profissionais, Leonardo Freitas avalia a flexibilização pelo governo norte-americano.
“É esperado que essa administração vá fazer a revogação, nos próximos 45 dias, da inscrição para brasileiros que entrarem nos Estados Unidos por conta do coronavírus. As pessoas vão continuar demonstrando o RT-PCR para embarcar aos Estados Unidos e isso vai ser implementado para iniciar os voos diretos novamente a partir de 1º de agosto” , afirma. Em nota, o Ministério de Relações Exteriores brasileirocoloca que a “deportação ocorre integralmente sob as leis e a jurisdição soberana dos Estados Unidos”. “O governo brasileiro foi notificado do voo e acompanha os desdobramentos, com vistas a assegurar aos brasileiros deportados um tratamento digno”, diz o documento, que informa ainda que os deportados estão detidos, “sem perspectiva de recuperarem a liberdade nos Estados Unidos”. “A realização do voo tem como objetivo primário reduzir, para esses cidadãos, o tempo de permanência em centros de detenção nos Estados Unidos, em particular no atual contexto da pandemia”.
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*Com informações do repórter Marcelo Mattos
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Eliseu Caetano
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