Cinegrafista infectado com ebola na Libéria chega aos EUA para tratamento

  • Por Agencia EFE
  • 06/10/2014 23h42
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Washington, 6 out (EFE).- O cinegrafista dos Estados Unidos que contraiu ebola na Libéria enquanto trabalhava para a emissora “NBC” chegou nesta segunda-feira a Omaha, no estado de Nebraska, onde será tratado no mesmo centro médico em que esteve internado recentemente outro infectado pelo vírus.

O avião que transportou Ashoka Mukpo, de 33 anos, aterrissou hoje em Omaha, onde uma ambulância o aguardava para transferi-lo ao Centro Médico Nebraska.

Mukpo trabalhava como colaborador para a rede de televisão “NBC” em Monróvia, a capital da Libéria, e foi diagnosticado com ebola na semana passada em um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesse país.

O outro paciente com ebola que foi tratado no Centro Médico Nebraska foi Rick Sacra, um médico que contraiu o vírus também quando trabalhava na Libéria e que foi transferido para os Estados Unidos no início de setembro.

Durante sua estadia em Omaha, Sacra recebeu um remédio experimental chamado TCM-Ebola e, além disso, uma transfusão de sangue de Kent Brantly, o primeiro paciente com ebola tratado nos Estados Unidos que se curou da doença.

Sacra foi internado no sábado em um hospital de Boston por uma infecção respiratória, por isso foi descartado, por enquanto, que tenha sofrido uma recaída.

As autoridades de saúde dos EUA estão monitorando cerca de dez pessoas que tiveram contato com o primeiro caso confirmado de ebola no país, um homem natural da Libéria que está hospitalizado em estado grave em um hospital de Dallas, no Texas.

Diante do alerta gerado pela chegada do vírus aos EUA, a Casa Branca organizou na sexta-feira uma entrevista coletiva de alto nível para transmitir a mensagem que o país conta com a infraestrutura necessária para “deter” o avanço da doença.

Além disso, o governo não considera proibir, “por enquanto”, a entrada no país de pessoas procedentes das nações mais atingidas pelo ebola na África Ocidental. EFE

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