Com restrições e isolamento social, pandemia impulsiona setor da construção
Os empresários Márcia Júlio e Wilson Campos sempre quiseram fazer uma reforma em casa, mas foi durante a pandemia que a vontade saiu do papel. Como o local também se transformou no ambiente de trabalho, além de lazer e descanso, o casal achou que esse era o momento certo de começar a quebradeira. “Como a gente gosta de receber amigos e tudo mais, a gente criou um estrutura que todo mundo acaba ficando mais confortável. Você faz uma reforma e você quer mexer em um canto. Aí você fala: estou com pedreiro, a sujeira já é minha. Quer saber, vamos tocar isso aqui e você acaba ampliando. Nunca é a reforma que você planejou originalmente”, conta Wilson. Para a Márcia, ficar mais tempo em casa fez com que eles percebessem detalhes que antes passavam despercebidos. “A gente teve a oportunidade de ficar mais tempo aqui e você sente mais a casa, você sente algumas necessidades que vão melhorar muito a minha qualidade de vida.”
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A Anamaco, entidade que representa os comerciantes de Materiais de Construção, apontou que o grupo de produtos que registrou maior procura foi o de revestimentos cerâmicos, com crescimento de 68% nas vendas. Depois, com 58% de aumento, vieram os materiais básicos, como brita e cimento, seguidos de itens hidráulicos, pintura e material elétrico. Para a arquiteta Adriana Noya, isso demonstra que o setor sairá fortalecido da crise. “As pessoas começaram a prestar atenção em cantinhos da cada. Então talvez aquele cantinho não fosse importante ontem, mas passou a ser importante hoje. Como arquiteto a gente entra muito na casa das pessoas para ver as necessidades deles do dia a dia. E, agora, essas necessidades estão muito dentro de casa, de cada cantinho”, explica. Uma pesquisa realizada Ebit/Nielsen, empresas de análise de dados, mostra que o setor de cama, mesa, banho e decoração também cresceu 23,5% no 1º semestre deste ano.
*Com informações da repórter Letícia Santini
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