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Constantino: Operação da PF contra vice-líder ‘derruba narrativa de que houve intervenção’ de Bolsonaro

Posicionamento do presidente Jair Bolsonaro sobre corrupção dentro do governo dividiu comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan; nesta quarta-feira, 14, o então vice-líder do governo, Chico Rodrigues (DEM), foi flagrado pela PF com R$ 30 mil na cueca

Lorena Barros

O afastamento do ex-vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM), foi formalizado um dia após o senador ser encontrado com mais de R$ 30 mil na cueca durante operação da Polícia Federal (PF) contra desvios de recursos públicos no combate ao novo coronavírus em Roraima. O assunto foi tema de discussão entre os comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta quinta-feira, 15. Para Rodrigo Constantino, o caso envolvendo uma pessoa próxima ao presidente Jair Bolsonaro é sinal de que a PF trabalha com independência. “A primeira conclusão que a gente tira é que a Polícia Federal está funcionando. Se o presidente Bolsonaro estava tentando controlar a Polícia Federal, essa narrativa perde força. Acho que se ele controlasse a Polícia Federal isso não aconteceria, então a primeira coisa que a gente tem que festejar é que a polícia está trabalhando com independência”, disse. Constantino lembrou, ainda, que o partido do Senador é do mesmo do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

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“O presidente tem um ponto óbvio em dizer que não há escândalo nos ministérios, no comando das empresas estatais que ele indicou”, disse. Para Thaís Oyama, porém, o trabalho da PF não é algo a ser comemorado, já que não é visto como uma novidade na política. “Isso ela está fazendo há muito tempo, é só lembrar que o mensalão e o petrolão por exemplo foram escândalos que foram revelados contra petistas em governos petistas, então não é mérito nenhum do Bolsonaro e muito menos a gente deve agradecer a ele o fato da Polícia Federal estar continuando a fazer o trabalho dela”, afirmou. Para Josias de Souza, o presidente tem se aproximado cada dia mais do que ele prometia combater durante a campanha eleitoral. “Depois da descoberta do petrolão, a Dilma Rousseff e o Lula se diziam também orgulhosos por ter fortalecido a Polícia Federal e nomeado pessoas independentes para o cargo de Procurador Geral da República. Lula chegou a dizer que ‘não existe nesse país viva alma mais honesta do que eu’. Essa retórica deu em xilindró. Deu em cadeia. Não se acaba com a corrupção por gogó, nem por decreto. Ela existe. A questão é saber como se reage a ela”, pontuou. Josias lembrou também das polêmicas envolvendo os filhos do presidente e até mesmo da explicação pendente sobre o depósito de R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Confira o programa 3 em 1 desta quinta-feira, 15, na íntegra: