Crédito deve ter alta de 16% em 2021, a maior desde 2012, diz Febraban
O saldo da carteira de crédito no Brasil deve encerrar os números de 2021 com o crescimento de 16%, o maior desde 2012, acima das expectativas do mercado. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) revelam que o destaque ficou para as operações destinadas às famílias, que deverão atingir um patamar ainda maior que 20,1%. As concessões têm projeção de um fechamento em um volume 18% superior a 2020. Em dezembro, o resultado mensal registrou 2%, o melhor índice para o mês desde 2014. Apesar do bom desempenho para 2021, segundo Rubens Sardenberg, diretor de economia da Febraban, a previsão é de um crescimento mais modesto em 2022.
“A nossa estimativa de hoje é alguma coisa na faixa de 8% mais ou menos. E a gente tem também um ano um pouco mais complicado. A estimativa é de que a economia vai crescer menos. A gente até não está tão pessimista. Mas, de todo modo, é um crescimento na faixa de 0,5%, 1%, juros mais alto ao longo deste ano, provavelmente, para combater a inflação. Então, você tem uma situação um pouco menos favorável do ponto de vista do crédito. Ainda assim, a gente acha que o crédito cresce”, pontua Sardenberg.
De acordo com o levantamento, essa expansão se deve especialmente á retomada das atividades econômicas, que durante o pico da pandemia praticamente ficaram estagnadas. Outro fator de relevância que pesou para esse cenário foi o avanço da vacinação. “A gente teve o progresso da vacinação, a reabertura progressiva da economia e a gente, com isso, teve uma expansão importante do crédito ao longo de 2021. Portanto, acho que é um resultado bastante expressivo se a gente considerar que a base já era relativamente elevada para 2020”, pontuou. As instituições financeiras disponibilizaram R$ 7,5 trilhões em crédito desde o início da pandemia da Covid-19 e repactuaram 18,7 milhões de contratos.
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*Com informações do repórter Daniel Lian
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