Um em cada três brasileiros consome bebida alcoólica, diz Datafolha
Uma pesquisa do Datafolha entrevistou quase 2 mil pessoas em todo país sobre o comportamento do brasileiro ao ingerir bebida alcoólica. 55% dos entrevistados relataram consumir alguma bebida. 1 em cada 3 consomem semanalmente. A região sul fica em destaque entre os que mais bebem. A pesquisa observou ainda um crescimento do consumo entre as mulheres. A pesquisa foi encomendada pelo Instituto Brasileiro do Fígado pra fazer um alerta sobre a cirrose hepática: uma inflamação crônica que dificulta o funcionamento do órgão. A doença é silenciosa e evolui sem sintomas.
O hepatologista e presidente do Ibrafig, Paulo Bittencourt, diz que o câncer de fígado e cirrose hepática estão muito ligados a fatores genéticos ou problemas de saúde pré-existentes como obesidade, diabetes, mas comportamento também preocupa. 18% da população brasileira exerce um consumo de risco. A bebida alcoólica está presente na vida do brasileiro. “O que a gente recomenda em uma ocasião as pessoas não fazerem mais do que quatro doses de álcool por ocasião para a mulher e cinco doses de álcool por ocasião para homens”, afirma o médico. Considera-se uma dose: uma taça de vinho ou uma lata de cerveja. Qualquer coisa acima dos números citados já é considerado consumo de risco. Repetir isso com frequência pode trazer problemas. A coordenadora de merchandising Kelly Cristina diz que durante a pandemia aumentou o consumo de bebidas: “Por a gente estar preso em casa, não poder sair para os bares, não poder dirigir, acredito que a gente tenha consumido mais”.
As pessoas que fazem cirrose por álcool ou câncer de fígado por álcool, a maioria bebe por muito tempo, nunca teve nenhum tipo de sintoma e nem informação de que esse tipo de consumo, que é relativamente frequente no meio social, permitido inclusive, poderia levar a uma doença desse tipo. Então, quem consome álcool pode ter cirrose, mesmo sem ter olhos amarelos, sem ter nenhum tipo de sintomalogoia”, afirma Bittencourt. A recomendação para quem esta na faixa do consumo de risco é fazer com frequência um exame de sangue que analise as enzimas hepáticas para checar a saúde do fígado.
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*Com informações da repórter Carolina Abelin
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