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Defesa de Anderson Torres pede suspeição de delegado

Advogados de Torres argumentam que o delegado Clinton Eustáquio Xavier deveria ter se declarado impedido de participar do processo administrativo na Polícia Federal

Felipe Cerqueira

A defesa do ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, solicitou a suspensão do delegado que conduz as investigações contra ele. Os advogados de Torres argumentam que o delegado Clyton Eustáquio Xavier deveria ter se declarado impedido de participar do processo administrativo na Polícia Federal, que pode resultar na demissão de Torres. A defesa alega que o delegado não considerou as provas e testemunhos apresentados e pede a instauração de um processo contra ele por não ter se declarado impedido de presidir a investigação. Além disso, a defesa de Anderson Torres afirma que existe um histórico de inimizade entre o ex-secretário e o delegado. Segundo os advogados, Clyton Eustáquio Xavier foi exonerado por Torres do cargo de diretor de operações da Secretaria de Operações Integradas da Polícia Federal em 2021, o que resultou em uma perda de remuneração mensal de cerca de R$ 1.000. Na época, Anderson Torres era Ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

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Os advogados de Torres sustentam que essa exoneração criou um ambiente de animosidade que compromete a imparcialidade do delegado nas investigações. Eles argumentam que a continuidade de Clyton Eustáquio Xavier no caso pode prejudicar a defesa de Torres, uma vez que o delegado poderia estar agindo por vingança pessoal, e não com base em fatos e evidências. O processo administrativo contra Anderson Torres é consequência dos eventos de 8 de janeiro, que culminaram na depredação do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional. Torres é acusado de omissão durante os atos de vandalismo. A defesa busca, com a suspensão do delegado, garantir um julgamento justo e imparcial para o ex-secretário, alegando que a atual condução das investigações está comprometida por questões pessoais.