Disseminação de fake news pelo WhatsApp nas eleições brasileiras não tem precedentes no mundo, diz OEA
A Organização dos Estados Americanos considera que o fenômeno de disseminação de notícias falsas pelo WhatsApp nas eleições brasileiras não tem precedentes no mundo. A conclusão é da chefe da missão de observação da OEA, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla.
A representante do órgão diplomático deu a declaração depois de participar de reunião pedida pelo candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad.
Aos jornalistas, sem citar nenhuma candidatura específica, Laura Chinchilla disse que a transmissão de notícias falsas na eleição brasileira não tem precedentes e dificulta a ação das autoridades.
A chefe da missão da OEA afirmou ainda que a organização acompanhou um processo bem estruturado e bem organizado no primeiro turno. Apesar disso, Laura Chinchilla ressaltou que o processo eleitoral está impactado por um discurso que pode incentivar a violência política.
Chinchilla disse ainda que tem tentado um encontro com representantes da candidatura de Jair Bolsonaro e espera que ele aconteça antes do domingo (28). A OEA vai alocar 30 observadores em 12 unidades da federação no segundo turno.
Confira a cobertura completa das Eleições 2018
*Informações do repórter Tiago Muniz
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