Brasil cria 309 mil empregos formais em junho e fecha o semestre com saldo positivo de 1,5 milhão de vagas

Resultado do mês reflete 1,6 milhão de contratações contra 1,2 milhão de demissões; setores de serviço e comércio lideram criação de postos com carteira assinada

  • Por Jovem Pan
  • 29/07/2021 10h45 - Atualizado em 29/07/2021 18h16
Tony Winston/Agência BrasíliaMercado de trabalho segue em nível de recuperação após queda histórica em 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus

O mercado de trabalho brasileiro criou 309.114 vagas formais ante demissões em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira, 29. O saldo é resultado de 1.601.001 contratações e 1.291.887 demissões. No acumulado do semestre, o saldo é de 1.536.717 empregos formais, com 9.588.085 admissões e 8.051.368 desligamentos. Este foi o melhor resultado para o período desde 2010. O desempenho de junho veio acima das 276.043 vagas criadas em maio e mostra a retomada do fôlego na criação de empregos após a edição de novas medidas de isolamento social no fim do primeiro trimestre. Em junho de 2020, a variação fechou com saldo negativo de 30.244 postos de trabalho em meio ao pessimismo econômico gerado pela pandemia do novo coronavírus.

Tabela Caged

Todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo. O setor de serviços foi o grande destaque, com a geração de 125.713 novos postos de trabalho formais. O comércio vem em segundo lugar, com 72.877 empregos. A indústria registrou 50.145 vagas, enquanto a agricultura fechou junho com 38.005 postos, e a construção com 22.460. Todas as regiões também tiveram saldo positivo. O Sudeste lidera com a criação de 160.337 postos, seguido pelo Nordeste, com 48.994 vagas de trabalho. O Sul criou 42.270 vagas, enquanto o Centro-Oeste encerrou o mês com 35.378 postos, e o Norte com 22.064.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho foi alçada ao posto de Ministério do Trabalho e Previdência em meio à reforma promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A nova pasta terá o comando de Onyx Lorenzoni e foi criada para acomodar o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos líderes do Centrão, no governo federal. Nogueira assume a Casa Civil, ocupada então por Luiz Eduardo Ramos. O general da reserva, por sua vez, foi realocado para Secretaria Geral da Presidência, chefiada por Onyx. O desmembramento da equipe econômica foi minimizado pelo ministro Paulo Guedes, que negou que o movimento impactará na condução da Economia. “Toda reforma ministerial é um movimento político. Mas ela é feita com o cuidado para preservar o coração da política econômica. Não vai mudar a orientação da política econômica, ela é a mesma”, afirmou na semana passada.