Dólar perde força e recua para R$ 5,23; Ibovespa retoma os 125 mil pontos

Câmbio e Bolsa recuperam parte das perdas da véspera após forte temor global pela disseminação da variante Delta da Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2021 17h54 - Atualizado em 20/07/2021 18h51
Agência BrasilCâmbio devolve parte das perdas registradas na véspera

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo positivo nesta terça-feira, 20, após um início de semana de fortes perdas com o mau humor internacional. O dólar recuou 0,37%, cotado a R$ 5,231. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,294, enquanto a mínima não passou de R$ 5,203. A divisa foi a R$ 5,250 nesta segunda-feira, 19, ao registrar avanço de 2,64% — o maior aumento diário desde setembro de 2020. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou com alta de 0,81%, aos 125.401 pontos. O pregão da véspera encerrou com queda de 1,24%, aos 124.394 pontos — o menor valor desde o fim de maio.

Mais uma vez, o ritmo dos negócios internacionais teve grande influência sobre o mercado doméstico. Investidores de todo o mundo reagiram com forte aversão ao risco neste início de semana com o aumento do número de casos de Covid-19 em diversos países por causa da disseminação da variante Delta do coronavírus. A nova cepa é considerada mais transmissível e já corresponde a 83% das infecções nos Estados Unidos. Alguns indicadores de Wall Street recuperaram parte das perdas desta segunda-feira, puxando para cima os negócios no Brasil. Em um dia sem grandes divulgações de índices e com o Congresso em recesso, a pauta doméstica foi tomada pela declaração de Jair Bolsonaro (sem partido) em vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. O montante faz parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, aprovada por deputados e senadores na semana passada. A decisão pode chocar com os interesses do Centrão e impactar na aprovação da agenda de reformas no Legislativo. Ainda em Brasília, investidores acompanharam as negociações entre o Ministério da Economia, o Congresso e setores econômicos sobre o texto da reforma tributária, principalmente no trecho que inclui a taxação de 20% sobre os dividendos.