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Macroeconomia

Dólar supera R$ 5,35 após dados dos EUA; Ibovespa fecha em queda com realização de lucros

Real, que costuma ser mais castigado em episódios de aversão ao risco, apresentou perdas, em geral, em linha com a dos pares emergentes, em especial latino-americanos

Sarah Américo

Dólar
Dólar CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O dólar emendou nesta quinta-feira (25), o segundo pregão consecutivo de alta firme no mercado local e superou a linha de R$ 5,35, em movimento alinhado à onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. Divisas emergentes sofreram com o avanço das taxas dos Treasuries curtos após dados mais fortes da economia dos EUA e falas cautelosas de parte de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central do país) esfriarem apostas em redução agressiva de juros nos próximos meses.

O real – que costuma ser mais castigado em episódios de aversão ao risco – apresentou perdas, em geral, em linha com a dos pares emergentes, em especial latino-americanos. Operadores afirmam que a aposta majoritária de cortes de juros no Brasil apenas no início de 2026 dá certa sustentação à moeda brasileira. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de setembro subiu menos que as estimativas, com uma melhora qualitativa sugerindo menores riscos inflacionários. De outro lado, o Relatório de Política Monetária (RPM) trouxe um tom duro, reforçando a mensagem tanto do comunicado quanto da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de juros em nível restritivo por período prolongado.

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Afora uma pequena queda pontual e limitada na abertura dos negócios, o dólar operou em terreno positivo no restante da sessão. Após máxima de R$ 5,3714, registrada na última hora de negócios, a moeda encerrou em alta de 0,69%, a R$ 5,3644 – maior valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,3922). Já o Ibovespa, após ter renovado máximas históricas nos dois fechamentos anteriores – em nada menos de sete das dez sessões precedentes à desta quinta-feira -, operou em conformidade à cautela externa e fechou o dia em baixa de 0,81%, aos 145.306,23 pontos, com giro a R$ 20,1 bilhões.

Destaque do dia, a leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre lançou um tanto de dúvidas quanto ao grau de ajuste da política monetária americana que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá efetivar ainda este ano. Na agenda doméstica, os investidores tomaram nota também do IPCA-15 referente a setembro, considerado a prévia da inflação oficial do mês e que veio abaixo do esperado para o intervalo, em desdobramento apenas em parte favorável.

Entre a mínima e a máxima da sessão, o Ibovespa oscilou entre 145.186,77 e 146.519,13 pontos, saindo de abertura aos 146 491,92 pontos. Na semana, com o desempenho desta quinta-feira, oscilou para baixo no agregado do intervalo (-0,38%), aparando o ganho do mês a 2,75%. No ano, o Ibovespa sobe 20,80%.

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