Donos e trabalhadores protestam contra o fechamento de bares e restaurantes no fim de semana em SP

Grupo de manifestantes está em frente ao Palácio do Governo para pressionar contra o aumento de restrições; governador João Doria deve anunciar retorno de todo o estado para a fase vermelha

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2021 12h06 - Atualizado em 22/01/2021 12h55
Divulgação / Luisa Ines SalibaGrupo tenta encontro com governador João Doria antes do anúncio de restrições

Donos e trabalhadores de bares e restaurantes estão reunidos na frente do Palácio do Governo na manhã desta sexta-feira, 22, para protestar contra o fechamento do setor neste final de semana e segunda-feira, feriado em comemoração ao aniversário de São Paulo. A mobilização foi organizada por chefs da capital paulista no fim da tarde desta quinta-feira, 21, após a divulgação de que o governador João Doria (PSDB) irá decretar a volta de todas as regiões do estado para a fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva e que limita o funcionamento do setor gastronômico. Caso a medida seja confirmada, bares e restaurantes não poderão receber clientes nos finais de semana e feriados, e somente até às 20h de segunda a sexta-feira. O governador fará coletiva às 12h45 para anunciar novas restrições devido ao aumento de internações e mortes por Covid-19 em São Paulo nas últimas semanas. A chef e empresária Janaina Rueda, do bar Dona Onça e restaurante Casa do Porco, é uma das líderes da mobilização. “Somos a favor do lockdown, mas para que isso aconteça, precisa ser organizado. Nossos estoques estão cheios, se fechar hoje, o final de semana e segunda, vai ter que jogar tudo fora”, afirma.

Segundo a organizadora, aproximadamente 150 pessoas participam da mobilização. O grupo tenta uma reunião com o governador antes do anúncio das novas medidas de restrição. “Já estamos com prejuízos gigantescos, o setor não pode mais suportar tanta falência. O problema é grave, e todos precisam ter cuidado. Mas seguimos todos os protocolos dentro dos restaurantes. As festas clandestinas, bailes, churrascos fazem a transmissão ficar muito alta, e quem paga o preço disso são os restaurantes”, afirma a chef. O grupo propõe o funcionamento regular de bares e restaurantes até às 22h e maior vigilância das autoridades para coibir festas e aglomerações clandestinas. Luisa Ines Saliba, chef da Rota do Acarajé, afirma que o setor sempre seguiu as medidas impostas pelo governo. Segundo ela, os prejuízos podem alcançar 90% caso bares e restaurantes sejam obrigados a fechar nos próximos dias. “Todo mundo está com alimentos estocados, fazendo promoções para alavancar as vendas, preparando escala de funcionários. Assumimos os custos para alimentação, vale transporte, hora extra. Não podemos correr o risco de perder tudo”, afirma.