Ibovespa bate novo recorde, dólar cai e fecha abaixo de R$ 5,40 com indicadores dos EUA
O Ibovespa tocou nova altitude histórica no intradia, chegou pela primeira vez aos 144 mil pontos, e também renovou a máxima de fechamento. Nesta quinta-feira (11), flutuou em margem mais ampla, saindo de mínima na abertura aos 142.349,41 pontos e atingindo, no melhor momento, os 144.012,50 pontos (+1,17%). Ao fim, marcava 143.150,03 pontos, em alta de 0,56%, com giro reforçado a R$ 24,5 bilhões nesta quinta-feira. Na semana, passa a subir 0,36%, colocando o ganho do mês a 1,22%. No ano, o índice da B3 avança 19,01%.
A marca foi alinhada ao apetite a risco desde o exterior – com novos dados de emprego nos Estados Unidos tendo corroborado a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) permanece a caminho de juros mais baixos já na semana que vem.
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Já o dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (11) em leve queda e abaixo da linha de R$ 5,40, em movimento alinhado à desvalorização da moeda norte-americana no exterior. Dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçaram apostas em cortes de juros mais pronunciado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) até o fim do ano. Pela manhã, a divisa ensaiou um recuo mais forte e registrou mínima a R$ 5,3741, o menor valor intradia desde junho do ano passado. A redução das perdas à tarde é atribuída a ajustes para apuração de lucros e à recomposição de posições defensivas, em ambiente de cautela com o quadro político doméstico.
Com o voto da ministra Cármen Lúcia nesta quinta-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado – o que pode servir de justificativa para sanções dos EUA ao Brasil e a autoridades locais. Após rodar entre R$ 5,38 e R$ 5,39 nas últimas horas de sessão, o dólar à vista terminou em queda de 0,27%, a R$ 5,3922 – menor valor de fechamento desde 12 de agosto. O real, que tem o melhor desempenho entre divisas latino-americanas no ano, hoje se apreciou bem menos que pares como o pesos mexicano, chileno e colombiano.
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*Com informações do Estadão Conteúdo