Ibovespa passa dos 121 mil pontos com otimismo internacional e CoronaVac

Ratificação de Joe Biden nos EUA e possibilidade do início da imunização contra a Covid-19 ainda neste mês impulsionam os negócios brasileiros; dólar sobe forte

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2021 11h41 - Atualizado em 07/01/2021 16h37
PixabayIbovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, avançou mais de 0,50% mesmo com feriado nos EUA

A ratificação de Joe Biden no comando dos Estados Unidos e a o anúncio de eficácia da CoronaVac impulsionam a Bolsa de Valores brasileira acima dos 121 mil pontos nesta quinta-feira, 7. Às 16h30, o Ibovespa, o principal índice da B3, avançava 2,18%, aos 121.686 pontos. O índice ficou próximo de renovar a máxima histórica nesta quarta-feira, 6, mas perdeu fôlego no fim da tarde após a invasão do Capitólio por apoiadores de Donald Trump e fechou com queda de 0,23%, aos 119.100 pontos. Apesar do otimismo internacional, o dólar opera em forte alta e avançava 1,64%, a R$ 5,389. A divisa chegou a bater a máxima de R$ 5,412, enquanto a mínima não passou de R$ 5,300. Na véspera, o dólar fechou com avanço de 0,84%, cotado a R$ 5,302.

O Congresso dos EUA ratificou, na madrugada desta quinta a vitória do democrata nas eleições presidenciais ocorridas em novembro contra Donald Trump. A sessão foi retomada horas depois da invasão ao Capitólio por parte de apoiadores do atual presidente. De acordo com a imprensa local, quatro pessoas morreram e mais de 50 foram detidas. O atual vice-presidente, Mike Pence confirmou a contagem dos votos no Colégio Eleitoral, que aconteceu no último dia 14 de dezembro. Em comunicado, o presidente Donald Trump afirmou que “discorda totalmente” do resultado das eleições, mas que vai fazer uma “transição ordeira” até o dia 20 de janeiro — data da posse de Biden.

Já no noticiário doméstico, o mercado reagiu de forma positiva com o anúncio de eficácia de 78% da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovav em parceria com o Instituto Butanta. Os resultados foram divulgados nesta quinta pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria, e a equipe do Butantan em entrevista coletiva após três adiamentos. “A vacina do Butantan é a vacina de São Paulo. A vacina de São Paulo é a vacina do Brasil”, disse Doria. Os dados foram apresentados à Anvisa nesta manhã, em uma reunião de pré-submissão, e o pedido para a aprovação de uso emergencial deve ser tratado ainda hoje em um novo encontro. A Agência tem 10 dias para analisar. O pedido definitivo ainda não vai ser realizado porque precisa ser feito pela Sinovac. A previsão de início da vacinação no dia 25 de janeiro em São Paulo está mantida.

Os investidores também analisam o anúncio do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre o início da vacinação contra a Covid-19 ainda neste mês. Em pronunciamento na noite desta quarta, o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que o governo está “preparado para a vacinação contra a Covid-19” e que já estão asseguradas 354 milhões de doses para 2021. Segundo ele, 254 milhões serão do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório britânico AstraZeneca, com fabricação no Brasil pela Fiocruz; e 100 milhões da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, de São Paulo. O ministro também minimizou a questão da escassez de seringas e agulhas e afirmou que o pais conta com material suficiente “para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro.”