Inflação do aluguel perde força em março e acumula alta de 14,7% em 12 meses
O Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M) desacelerou para 1,74% em março ante avanço de 1,83% em fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 30. O resultado faz o indicador usado como base para o reajuste do aluguel acumular alta de 14,77% em 12 meses, contra a soma de 16,12% no mesmo período encerrado no mês passado. Desde o início do ano, o IGP-M soma alta de 5,49%. Em março de 2021, o índice havia subido 2,94% e acumulava alta de 31,1% em 12 meses. Segundo a pesquisa, os dados da inflação já sofreram influência do mega-aumento nos combustíveis anunciado pela Petrobras no dia 10 de março. “O preço do diesel avançou para 8,89% ao produtor e, o da gasolina, subiu 1,36% ao consumidor. Os preços do trigo (de 1,69% para 4,90%), da farinha de trigo (de 2,68% para 6,25%) e dos pães e bolos industrializados (de 1,11% para 1,20%) também começaram a registrar aceleração no índice ao produtor”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.
Além de influenciar o preço do mercado imobiliário, o IGP-M é usado como base para reajustes de companhias telefônicas e energia elétrica, e também é um dos indexadores para contratos de prestação de serviço, educação e planos de saúde. Em comparação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), avançou 0,95% na prévia de março e somou alta de 10,79% no acumulado de 12 meses. A diferença entre os dois indicadores é explicada pela fórmula da conta: enquanto o IPCA considera a variação de nove itens de consumo e bens, como alimentação, transporte e educação, o IGP-M é o resultado do IPA, IPC e INPC. Além de agregar itens de bens e serviços, o indicador da FGV também considera matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil, que possuem grande influência da variação do dólar.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,07% ante 2,36% em fevereiro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 2,75% em março. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 1,21%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,08% para 2,49%, no mesmo período.O estágio das Matérias-Primas Brutas registrou alta de 1,53% em março, contra 4,16% em fevereiro.O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,86% em março contra 0,33% em fevereiro. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,26% para 1,15%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -0,89% em fevereiro para 1,36% em março. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,73% em março ante 0,48% em fevereiro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março.
Assuntos
continue lendo
Macroeconomia
Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 segue em 1,98%
O crescimento esperado pelo mercado está em linha com o previsto pelo Banco Central, de 2,0%
- Focus: IPCA 2026 segue em 5,02%, acima da meta de inflação; Selic 2027 fica em 13,75% Estadão Conteúdo · há 3 dias
- BC reduz taxa de juros para 14% ao ano, menor patamar desde março de 2025 Júlia Mano · há 2 semanas
- Petrobras anuncia descoberta de gás em poço na Colômbia Estadão Conteúdo · há 2 semanas
- Em meio à tensão com os EUA, China facilita exportação de polpas e frutas brasileiras Agência Brasil · há 3 semanas