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Bruno Pinheiro

OAB cobra resposta de Moraes sobre achados em celular de Frederick Wassef

Quase três anos depois de uma busca e apreensão em seus celulares, a análise do material encontrou conteúdos que a própria PF chamou de "eventos fortuitos"

Bruno Pinheiro

Frederick Wassef
Frederick Wassef TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

O Conselho Federal da OAB protocolou nesta terça-feira (7) um pedido no STF cobrando do ministro Alexandre de Moraes uma resposta sobre outro pedido, feito pela entidade em abril, que segue sem retorno.

O caso envolve o advogado Frederick Wassef. Segundo a Polícia Federal, quase três anos depois de uma busca e apreensão em seus celulares, a análise do material encontrou conteúdos que a própria PF chamou de “eventos fortuitos”, achados que não faziam parte da investigação original e que poderiam virar um novo processo.

A OAB questiona esse achado tardio e defende que descobertas por acaso só valem juridicamente se forem formalizadas logo, na época em que aconteceram. O intervalo de quase três anos, segundo a entidade, levanta dúvidas sobre se o achado foi mesmo acidental. A OAB também argumenta que o conteúdo de celulares de advogados merece proteção especial, por misturar assuntos pessoais com sigilo profissional e estratégias de defesa de clientes.

Enquanto o pedido de abril seguia parado, Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República para retirar essas informações do processo original e colocá-las em um procedimento separado, que corre em sigilo. Agora a OAB quer que Moraes analise o pedido de abril e, se esse novo procedimento avançar, que a defesa de Wassef tenha acesso total ao que já foi levantado.

O pedido foi assinado por Alex Sarkis, responsável pela área da OAB que defende os direitos da advocacia, e pelas advogadas Priscilla Lisboa Pereira e Brenda Vanessa de Medeiros Jerônimo.