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Eduardo Bolsonaro diz que Senado tem que ser o objetivo da direita em 2026

Deputado também disse que o seu trabalho nos Estados Unidos não é 'salvar a pele' de seu pai

Fernando Keller

O deputado federal Eduardo Bolsonaro no plenário da Câmara dos Deputados
img20240814164238900MED Mario Agra/Câmara dos Deputados

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, no programa Os Pingos Nos Is, nesta quinta-feira (13) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que o maior objetivo da direita brasileira em 2026 deve ser angariar cadeiras no Senado. “É obvio que no xadrez político a Presidência da República é muito importante, mas muito mais importante é o Senado”, disse. “O jogo mais interessante é o Senado porque ele é capaz de parar os ditadores de toga. O presidente não. A gente está vendo o Lula ter que pedir amém para tudo que ele faz ao STF. Inclusive quando ele perde no Congresso ele leva ao STF”, explicou.

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Sobre a divisão da direita, o deputado rechaçou a ideia de estar dividindo a vertente. “Eu não posso ser considerado aquele que está dividindo a direita, se eu estou dando luz aos fatos. Quem vai fazer o juízo final é a população”. O deputado respondeu também a críticas dos governadores do Mato Grosso e de Minas Gerais (Mauro Mendes e Romeu Zema). “É uma visão que não tem qualquer conexão com a realidade”, criticou.

“Meu interesse não é salvar a pele do meu pai. Poderia ter feito muita coisa se objetivo fosse apenas esse. Mas é justamente por não ser, que eu sigo aqui trabalhando, sabendo que meu pai corre o risco de ir para um presídio comum.”, disse em resposta aos comentários de Zema em que o governador afirmou que ele alega que o deputado colocou o seu interesse acima do interesse do país. “Se eu fosse uma pessoa que estivesse contribuindo com o Lula, como disse Mauro Mendes, eu não estaria sendo perseguido e impossibilitado de retornar ao meu país. Pois todos sabem que se eu retornar, serei preso.”, respondeu a Mendes.

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