Eduardo Leite, Mandetta e Ciro Gomes descartam participação em atos pelo impeachment de Bolsonaro
Em debate em São Paulo nesta quinta-feira, 1º, três cotados para a disputa presidencial em 2022 demonstraram otimismo frente à disputa. O ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador de Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), participaram de um debate promovido pelo Centro de Liderança Pública e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ciro acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de destruir partidos da esquerda, entre eles o PCdoB, e criticou a atuação do governo frente à pandemia de Covid-19. O pedetista, derrotado em 2018, afirmou ter assinado o “superpedido” de impeachment contra Bolsonaro que, segundo ele, só se elegeu por causa do antipetismo. “Escândalo Bolsonaro, governo Bolsonaro pilhado cobrando propina na vacina, na hora que meio milhão de brasileiros morreram. Que absurdo Bolsonaro. Opa, o líder do governo Bolsonaro era vice-líder da Dilma, ministro da Saúde do Temer e vice-líder do Lula e líder do Fernando Henrique. É só um exemplo dessa tarefa que é mudar a economia e o modelo de sustentação política que apodreceram no Brasil.”
Ciro, Mandetta e Leite disputam a posição da chamada terceira via, sendo contraponto às candidaturas do presidente, que vai tentar a reeleição, e do ex-presidente Lula, que recuperou seus direitos políticos este ano. O ex-ministro da Saúde de Bolsonaro disse que tanto Lula quanto Bolsonaro se retroalimentam com o objetivo de levar a polarização até 2022, como estratégia política. “Pega a sua roda de amigos e pergunte se isso basta, se é só isso que tem. É maniqueísta, então não vamos ter uma discussão? Um país tão plural, tão grande, tão cheio de necessidades urbanas. Um chama o outro de genocida, de comunista, e assim vão trazendo os seus cercadinhos radicais, mas não querem o bom debate. Não querem saber como vai fazer uma reforma tributária, qual vai ser o compromisso sobre meio ambiente, sobre clima. Como é que vai ser, como vai ser o combate à corrupção?”, questionou.
O governador do Rio Grande do Sul, que vai disputar as prévias do PSDB, demonstrou confiança em ser o representante tucano. Eduardo Leite criticou a atual polarização e o radicalismo político e se posicionou contra a aprovação da PEC do voto impresso. “Então não tem elemento nenhum, não tem nada de objetivo para dizer que as eleições no Brasil tem fraude. Pelo contrário, o conhecimento que a gente tem é que no tempo que o voto era no papel acabava tendo mais fraudes, porque quem está fiscalizando a contagem de votos é muito mais complexo fazer essa auditoria”, afirmou. Os presidenciáveis concordaram que a pandemia exige medidas urgentes na área econômica e social e discutiram como enfrentar problemas como a crise energética, financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o desmatamento da Amazônia. Os três cotados para a disputa presidencial em 2022, disseram também que não pretendem participar dos atos de rua convocados por organizações e partidos de esquerda para pedir o impeachment de Jair Bolsonaro.
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*Com informações da repórter Caterina Achutti
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