Egito prende membros de suposto grupo terrorista que lutou na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 01/11/2014 17h38
  • BlueSky

Cairo, 1 nov (EFE).- As forças de segurança egípcias detiveram os membros de uma suposta célula terrorista que retornou ao Egito após combater nas organizações jihadistas na Síria, informou neste sábado o Ministério do Interior.

O porta-voz oficial de ministério, Hani Abdel Latif, explicou em comunicado que os detidos eram de um grupo que estava escondido na província de Damieta, ao norte do país, e que voltaram ao Egito “à espera de receber ordens para realizar operações hostis” neste país. Os detidos confessaram que anteriormente saíram do Egito com destino à Turquia e entraram na vizinha Síria, onde se uniram a um acampamento terrorista, diz o comunicado.

Lá receberam treinamento físico, ideológico e militar, além de cursos dedicados à preparação de artefatos explosivos e sobre como lançar ataques terroristas.

O porta-voz afirmou na nota que os órgãos de segurança prenderam 34 membros de quatro grupos terroristas nas regiões de Behiri, Sharqiyah, Ismaília, localizadas ao norte do Cairo, e Sohag, no Alto Egito (sul).

Eles são acusados de atacar delegacias com explosivos; incendiar veículos da polícia; sabotar estruturas elétricas, de comunicações e de água potável; e instalar bombas em uma estação de trem.

O porta-voz revelou que foram apreendidos bombas, armas de fogo e brancas, grandes quantidades de munição, material para a fabricação de artefatos explosivos e coquetéis molotov.

Em 18 de outubro, as forças de segurança egípcias anunciaram a prisão de 52 supostos membros de oito “células terroristas” da Irmandade Muçulmana em várias províncias do país.

Desde a derrocada do presidente islamita egípcio, Mohammed Mursi, membro da Irmandade Muçulmana, em 3 de julho de 2013, os atentados se intensificaram contra as forças da ordem no Cairo e outras partes do Egito, sobretudo na Península do Sinai.

Nos últimos meses, a Justiça egípcia ditou centenas de penas de morte e de prisão contra membros da Irmandade Muçulmana, que as autoridades declararam como grupo terrorista em dezembro do ano passado. EFE

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.