Empresa responsável por queima de fogos na Paulista contesta Prefeitura sobre ruído
A Flames Pirotecnia, responsável pela queima de fogos na festa de Réveillon na Avenida Paulista, em São Paulo, contestou a prefeitura da cidade e disse que a gestão não tem como demonstrar que houve excesso de ruído durante o evento. Segundo Leonardo Amaugatti, diretor da empresa, os fogos usados eram de calibre e potência menores que os utilizados na virada do ano passado, quando a Flames Pirotecnia também realizou a queima.
Inicialmente, o prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que multaria a empresa porque os efeitos sonoros teriam sido maiores do que o acordado. Mais tarde, no entanto, a Prefeitura enviou uma nova nota informando que, ao invés de multar, vai notificar a Flames para verificar se houve quebra contratual.
De acordo com o diretor, Amaugatti, os fogos de artifício foram demonstrados à gestão municipal em uma simulação feita em 2018. “Em dezembro de 2018, nós fizemos um teste junto à Prefeitura, onde nós demonstramos o material que ia ser executado no Réveillon. E foi aceito todos os níveis de decibéis mostrados. Neste ano, nós repetimos o feito. Ou seja: usamos o mesmo material que utilizamos no ano passado”, garante.
O acordo entre prefeitura e a empresa era para que fossem utilizados fogos sem explosão no alto, o que reduziria a emissão de barulho. O objetivo, segundo a gestão Covas, era conscientizar a população e estimular a cultura de respeito às pessoas e animais sensíveis ao barulho.
Em maio de 2018, Covas sancionou uma lei que proíbe fogos de artifício barulhentos na cidade. Essa norma, no entanto, ainda não foi regulamentada, e é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
A estimativa da Prefeitura é que dois milhões de pessoas participaram da festa de Ano Novo em São Paulo.
*Com informações do repórter Leonardo Martins
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Beatriz Manfredini
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