Engajada na comunidade, brasileira morta em ataque na França rezava antes de iniciar o dia
Uma mulher muito religiosa e que se dedicava a tudo que fazia. Assim Ana Paula descreve a prima Simone Barreto, morta no atentado terrorista em Nice, na França, na quinta-feira (29). A brasileira, nascida em Salvador e mãe de três filhos, estava na igreja quando foi esfaqueada por um homem de origem tunisiana. Ana Paula conta que Simone sempre ia rezar antes de iniciar o dia. Simone sempre foi muito engajada em ações sociais em Nice e gostava de organizar ateliês de pintura e festa de palhaços para as crianças. Ela também buscava manter vivas tradições brasileiras e, por isso, era uma das organizadoras da Festa de Iemanjá na cidade francesa. Assim como Simone, Ana Paula também mora em Nice.
O autor do ataque, identificado como Brahim, está preso e, nesta sexta-feira, um outro homem foi detido. Segundo detalhou o procurador nacional antiterrorismo da França, o criminoso foi baleado na perna, no peito e no ombro e foi levado para o hospital, onde foi operado. Jean-François Ricard disse que foi aberta uma investigação para apurar se ele tem conexão com algum grupo terrorista. No domingo passado, um grupo ligado à Al Qaeda divulgou um comunicado pedindo que as pessoas atacassem alvos franceses, incluindo igrejas e embaixadas.
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O Ministério das Relações Exteriores pediu para que os franceses que vivem no exterior serem cautelosos porque a ameaça está “em toda parte”. O policiamento também foi reforçado no país. No dia do atentado, o presidente Emmanuel Macron classificou a ação como “ataque terrorista islâmico”. O país tem sido alvo de lobos solitários depois que o governo prometeu lutar contra os radicais após um professor de história ser decapitado por ter mostrado desenhos do profeta Maomé. Na sexta (30), um homem com uma faca tentou atacar policiais em Paris, mas foi detido imediatamente e ninguém ficou ferido.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni
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