Estudantes não permitem que funcionários do Centro Paula Souza trabalhem

  • Por Estadão Conteúdo
  • 03/05/2016 14h30
Sâo Paulo - Estudantes conversam com funcionários do Centro Paula Souza sobre a decisão de não desocupar o prédio (Rovena Rosa/Agência Brasil) Rovena Rosa/Agência Brasil Estudantes conversam com funcionários do Centro Paula Souza sobre a decisão de permanecerem no prédio nesta segunda (02)

Após passar a sexta noite no prédio ocupado do Centro Paula Souza, mais uma vez, os alunos não permitiram a entrada dos funcionários no prédio. Comandados pela superintendente do centro, Laura Lagana, os servidores da autarquia fizeram um abraço coletivo no imóvel ocupado. Alguns gritavam que queriam trabalhar e outros xingaram os estudantes.

A servidora Maria de Lourdes Cerqueira, de 38 anos, que é do setor de limpeza da autarquia, chegou às 6 horas para o trabalho e esperou até as 10 horas pela decisão dos alunos. “Eu entendo e acho a reivindicação justa, mas eles estão prejudicando os funcionários. Só queremos trabalhar.”

Inae Lima, de 17 anos, aluna da Etec Carapicuíba, disse que os estudantes não liberaram a entrada dos funcionários por questões de segurança da ocupação. “Nós só sairemos daqui quando todas as Etecs tiverem merenda de qualidade. Não merenda seca, mas a refeição adequada para alunos que ficam oito horas na escola.”

PM

Depois de a Justiça considerar ilegal a entrada da Policia Militar , o imóvel e o entorno ficaram, na manhã desta terça-feira, 3, sem nenhum policial. Desde quinta-feira, 28, quando os alunos ocuparam a unidade por melhorias na alimentação escolar, a polícia acompanhava o protesto.

As quatro ruas do entorno do prédio – Ruas dos Andradas, Timbiras, Aurora e General Couto de Magalhães – que haviam sido bloqueadas nesta segunda-feira, 2, foram liberadas para o tráfego de veículos.