Facebook e Twitter removem contas feitas pela China para minar atos em Hong Kong
O Facebook e o Twitter removeram contas ligadas ao governo chinês que tinham como objetivo influenciar os protestos em Hong Kong. As redes sociais identificaram perfis que atuavam de forma coordenada para minar a legitimidade das manifestações.
Só no Twitter, foram excluídas cerca de 200 mil contas relacionadas ao Partido Comunista chinês. Como o site é proibido na China, vários usuários usaram o VPN – um tipo de conexão que consegue driblar a barreira.
No Facebook, foram removidas 7 páginas, 3 grupos e 5 usuários envolvidos em ações com foco em Hong Kong. Cerca de 15 mil pessoas seguiam ao menos uma das páginas e mais de 2 mil participavam de pelo menos um dos grupos. De acordo com a rede social, usuários falsos administravam páginas que se passavam por empresas de notícias.
Tanto o Twitter quanto o Facebook afirmaram que o principal objetivo das contas era manipular o debate promovido pelas manifestações.
Hong Kong vive uma sequência de protestos há quase três meses. Os manifestantes querem acabar com a influência da China no território semiautônomo e pedem mais liberdade aos cidadãos. Os atos ainda reivindicam a renúncia da governante Carrie Lam, acusada de não defender os interesses do território.
*Com informações da repórter Nanny Cox
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