Figueiredo detalha clima do alto escalão do Exército: ‘Nunca vi tanto consenso de descontentamento’
Em uma carta divulgada no último sábado, militares da reserva afirmaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs ao Brasil um regime de exceção e está ferindo as bases democráticas do país ao usurpar as atribuições do Executivo e do Legislativo. Os oficiais também reclamaram com a forma com que os ministros lidaram com as sugestões para melhoria do processo eleitoral. Classificado como “sem condições mínimas que atestem a sua segurança, transparência, veracidade e rastreabilidade”. Por fim, os militares disseram que o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantêm-se em silêncio em relação aos clamores do cidadão e que é notório que vivemos uma crise institucional. “É chegada a hora das autoridades e do povo brasileiro saberem que as FFAA não aceitarão que se tenha um candidato, qualquer que seja ele, como próximo Presidente, com quaisquer dúvidas sobre a legitimidade da escolha, livre e soberana da vontade da maioria, tal qual preconiza a Constituição, sob pena de sofrermos uma convulsão fratricida, com resultados extremamente nefastos e consequências imprevisíveis para a Soberania e Segurança Nacional do nosso País”, afirma trecho do documento.
Durante o programa Os Pingos dos Is, da Jovem Pan, o comentarista Paulo Figueiredo considerou que o país vive “momentos tensos e históricos” após as manifestações de brasileiros que estão há quase um mês em frente aos quartéis. “Os militares costumam ser surdos quando há disputa política, mas clamor do povo, eles costumam escutar”, considerou. Em relação às cartas redigidas por militares da reserva aos oficiais da ativa, o analista ressaltou que há um clima de “descontentamento geral” do oficialato com os acontecimentos políticos do país. “Até pouco tempo, todos os militares viam com naturalidade os acontecimentos políticos do país. Mas, parece que essas últimas ações do Supremo Tribunal Federal entornaram o caldo”, pontuou.
Confira o programa desta segunda-feira, 28:
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