Ganhadores do Nobel da Paz pedem fim da impunidade a agressores sexuais em guerras civis
Os dois vencedores do prêmio Nobel da Paz pediram o fim da impunidade dos responsáveis por atos de violência sexual em guerras civis.
O ginecologista congolês Denis Mukwege e a iraquiana Nadia Murad também fizeram críticas à comunidade internacional por não resguardar os direitos humanos de pessoas em zonas de conflito.
O médico atua em um hospital atendendo vítimas de abusos sexuais no país, que viveu uma guerra civil entre 1998 e 2003. Apesar do fim do conflito, a situação na República Democrática do Congo ainda é crítica, com o deslocamento de pelo menos 5 mil pessoas por dia.
Durante o discurso, Mukwege pediu que a comunidade internacional imponha sanções políticas contra estados que são coniventes com a violência sexual.
“O povo congolês é humilhado, maltratado e massacrado há mais de 20 anos à luz e conhecimento da comunidade internacional. Com esse prêmio Nobel da Paz, eu peço que mundo se junte a nós para pôr fim a esse sofrimento que envergonha a nossa humanidade”, disse.
O médico também pediu que os estados apoiem a criação de um fundo mundial de assistência às vítimas de violência sexual em áreas de conflito.
A primeira iraquiana a ganhar um Nobel da Paz, Nadia Murad pertence a minoria dos Yazidi, uma comunidade aniquilada pelo Estado Islâmico. Durante o discurso, a sobrevivente disse que o governo do Iraque, do Curdistão e a comunidade internacional não foram capazes de salvá-los do grupo extremista.
Nadia Murad ressaltou que mais de 6 mil crianças e mulheres foram feitas reféns e abusadas sexualmente pelo Estado Islâmico. A iraquiana relatou que meninas são vendidas e estupradas desde 2014 e questionou a falta de mobilização de outros países para liberar as vítimas.
Ela também pediu o fim da impunidade dos responsáveis por estes crimes.
Os conflitos internos na república Democrática do Congo e no Iraque resultaram em mais de 4 milhões de congoleses deslocados e pelo menos 3 mil crianças e mulheres iraquianas desaparecidas.
*Informações da repórter Nanny Cox
continue lendo
Notícias
Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%; Lula, por 45%
Pesquisa mostrou também que 3% do eleitorado rejeitam ambos os candidatos ao Palácio do Planalto
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 1 semana
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 2 semanas
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 3 semanas
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 3 semanas