General Mourão crê em mais de um responsável por atentado contra Bolsonaro: ‘coisa organizada’
Três dias após atentado a faca contra seu cabeça de chapa, Jair Bolsonaro, a intenção de General Mourão é permanecer com posição discreta, mesmo com a situação do candidato à Presidência, que ainda está internado para se recuperar de cirurgia.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o vice da chapa reconheceu que Bolsonaro “é insubstituível em termos de rua, é homem das massas” e afirmou que sua posição será “mais discreta”. “Devo continuar com trabalhos que já vinha executando e se houver alguma extrema necessidade irei à rua”, disse.
Sobre o atentado contra Bolsonaro na última semana, ele evitou acusar um responsável. “Não quero acusar sem provas. Seria forte eu chegar agora e dizer. Jungmann disse que é lobo solitário, mas pra mim existe mais gente, foi coisa organizada, existem imagens do momento, pessoas estão sendo levantadas. Suspeita-se que mais gente passou a arma que ele usou. Espero a investigação. Temos mantido contato com a PF. Mas seria leviano atribuir a A, B ou C, porque não tenho esse dado.
Claro defensor de seu cabeça de chapa, General Mourão comentou a última pesquisa Ibope, que mostra rejeição de 44% ao nome do PSL. Questionado se a ausência de campanha durante o primeiro turno dificultará uma melhora, o vice admitiu que sim.
“Óbvio que dificulta, apesar de o fato ocorrido sirva para diminuir a rejeição. Mas não quero desqualificar a pesquisa, mas sem entrar no mérito, são dois pontos, a eleição de que ele seria incitador de violência, que ele não é, e a questão de gênero, das mulheres que sempre tem se procurado bater”, disse ao referir-se à campanha de Geraldo Alckmin com críticas à postura de Bolsonaro.
“Não vamos dizer que é Bolsonaro paz e amor, mas Bolsonaro razoável. Ele tem respeito às mulheres, tem família, relacionamento com ex-esposas. Trata as pessoas de forma gentil”, defendeu General Mourão.
Confira a entrevista completa com o candidato à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro, General Mourão:
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