Gestões anteriores adotaram soluções que resolviam apenas seus mandatos, diz governador eleito do RS
Assim como em diversos outros entes da federação, o Rio Grande do Sul tem a situação fiscal como centro das discussões.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o governador eleito do Estado, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que a situação é “bastante” grave e destacou que há mais de 30 anos o RS mantém suas dívidas, já que governadores anteriores adotavam soluções apenas para o período de seus mandatos.
“Dos últimos 40 anos, mais de 30 anos o Rio Grande do Sul gastou mais que arrecadou. Parte da situação com a folha de pagamento, quase 70%, e dentro do gasto com a folha, a maior parte com servidores aposentador. É uma situação que exige reformas estruturantes”, disse.
O governador eleito reiterou que os gastos com aposentadorias de servidores ainda dificultam as contas do Estado e apontou que “nos últimos 20 anos, via de regra, os governos têm adotado soluções que resolvem seus mandatos”.
“Privatizações foram feitas na década de 90 e, em vez de gerar receitas, foram usados direto no custeio da máquina. Depois veio o ‘caixa único’, que foi usado para sustentar o gasto corrente do Estado. E depois o caso dos depósitos judiciais, que o Estado sacou cerca de R$ 6 bilhões e usou para pagar o rombo do caixa. Os governos têm tido, via de regra a prática de resolver seus quatro anos e empurrar o problema mais pra frente”, explicou.
Defensor de reformas, como a da Previdência em âmbito nacional e com reflexos no Estado, Leite ressaltou que as privatizações são necessárias e devem ser discutidas com a Assembleia Legislativa do Estado. Entre as estatais citadas pelo governador eleito estão as companhias de energia elétrica, de gás, de mineração e da Empresa Gaúcha de Rodovias.
Confira a entrevista completa com o governador eleito do RS, Eduardo Leite:
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