Governo diz que vacinação antecipada para viajantes não afeta campanha
O Ministério da Saúde garantiu que a antecipação de vacinação para brasileiros com viagem marcada para o exterior não vai prejudicar o andamento da cobertura vacinal no país. A pasta anunciou que passageiros que ainda não completaram o esquema podem receber a aplicação mediante apresentação de documentos definidos por cada município. A recomendação é que seja respeitado o intervalo mínimo de 21 dias para a Pfizer e 28 dias para a AstraZeneca. No caso de pessoas que receberam a CoronaVac e vão para locais que não aceitam a imunizante, o ministério também aplica a terceira dose. De acordo com a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, as doses necessárias para esse grupo já foram calculadas.
“Nós subtraímos não só os adolescentes, que a autorização nossa é pela Pfizer, as crianças que ainda não têm autorização e muitos já tomaram a dose de reforço, que são os acima de 60 anos. Então, o quantitativo de imunizante necessário não seria tão expressivo e não traria tanto impacto. Pensando em custo benefício, beneficia a população brasileira”, afirmou. Para quem precisa sair do país, o passaporte da vacina está disponível no aplicativo ou site do ConectSUS com apenas dois cliques: primeiro na carteira e, depois, selecionando a opção do certificado. Também já está disponível o documento para pessoas que fizeram a mescla de imunizantes. O diretor do DATASUS, Merched Cheheb de Oliveira, explica que foi preciso atualizar o sistema para emitir o documento nos casos da intercambialidade.
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“A gente estava bloqueando, anteriormente, a emissão para quem não tinha cumprido o PNO, uma dose da vacinação receitada ou duas doses da que estava no PNO. A partir da semana, que foi liberada a intercambialidade, todo mundo que tomou duas doses de qualquer imunizante vai conseguir emitir”, ressaltou. Merched Cheheb de Oliveira completa que trabalha com outros países para encontrar um padrão no certificado da vacina. “Nós estamos com trabalho de estudo internacional para buscar padrões, hoje o QR Code é um padrão nacional. Mas estamos junto com o Reino Unido e com a OMS buscando um padrão mundial para que o QR Code possa valer como um todo”, completou.
*Com informações da repórter Nanny Cox
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