Governo líbio em Tobruk punirá entrada não autorizada em porto de Ras Lanuf
Trípoli, 9 jul (EFE).- O governo da Líbia em Tobruk, reconhecido pela comunidade internacional, anunciou nesta quinta-feira que considerará um ato de pirataria qualquer tentativa de entrada de petroleiros que não tenham permissão no porto de Ras Lanuf.
“Apesar do anunciado da Corporação Nacional de Petróleo em Trípoli sobre a saída da força de intervenção em Ras Lanuf, a milícia que custodia as instalações petrolíferas garante que deterá qualquer embarcação que carregar petróleo ou outro produto”, informou a imprensa local.
A “força de intervenção” foi desdobrada em dezembro depois de as forças da província de Misrata, integradas na plataforma de Trípoli “Fajr Libya” (Amanhecer Líbia), lançarem uma ofensiva contra os portos petroleiros de Ras Lanuf e da vizinha Sidra.
A força está sob a autoridade da Corporação Nacional de Petróleo, que como outros organismos líbios ficou dividido e recebe tanto ordens de Trípoli como do governo rival estabelecido em Tobruk, que lembrou que qualquer tentativa de entrada em Ras Lanuf “será um ato hostil de pirataria”.
Existe, além disso, um alto risco de colisão, já que pelo menos dois petroleiros saíram rumo a esse porto, e podem chegar amanhã para tentar carregar.
Também há na área grupos ligados ao Estado Islâmico na Líbia, que querem tomar o controle dos recursos petroleiros do porto e que meses atrás contiveram o avanço das milícias em Misrata.
Desde as últimas eleições o poder está dividido entre os governos, um considerado rebele em Trípoli e outro reconhecido internacionalmente em Tobruk, apoiados por diferentes grupos islamitas, senhores da guerra, líderes tribais e contrabandistas de petróleo, armas, pessoas e drogas.
O conflito deteriorou a indústria petrolífera líbia, que mal supera o meio milhão de barris de petróleo diário, um terço de sua produção antes de 2011. EFE
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