Grupo suspeito de movimentar R$ 100 milhões da milícia é alvo de operação no Rio
Um grupo que financiava construções ilegais na milícia na favela da Muzema, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e que teria movimentado mais de R$ 100 milhões em dois anos, 2019 e 2020, foi alvo de uma operação da polícia do Ministério Público do Estado na última quinta-feira, 29. O grupo teria relação com os imóveis irregulares que desabaram na região em 2019 deixando 24 mortos. A fortuna movimentada pelo grupo era lavada na compra de casas, carros e estabelecimentos comerciais, entre outros bens. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão contra três integrantes da quadrilha. Dentre eles, Fábio Fontana de Castro, preso em 2019 após o desabamento dos prédios naquele ano e solto logo em seguida. Os mandados foram cumpridos em condomínios de luxo na zona oeste do Rio e na região serrana do Estado. A polícia apreendeu aparelhos eletrônicos e documentos que podem ajudar na investigação. Os agentes conseguiram chegar até as empresas utilizadas na lavagem do dinheiro e percebeu que os recursos eram incompatíveis com a renda declaradas dos empreendimentos.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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