Guedes afirma que controle de preços quebraria a Petrobras de novo
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou sobre o aumento no preço dos combustíveis e as propostas para lidar com o problema durante o programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan News, nesta segunda, 21. Guedes criticou ideias de controle de preços, como a de Lula, ex-presidente e pré-candidato, que disse que irá “abrasileirar” a gasolina caso vença a eleição de 2022, finalizando o PPI (preço de paridade internacional, que leva em conta o valor do dólar e do barril de petróleo no exterior). Para o ministro, isso acabaria quebrando a Petrobras novamente. A banca de entrevistadores foi composta por Branca Nunes, editora da ‘revista Oeste’, Valéria Bretas, editoral do portal eInvestidor, do jornal ‘O Estado de São Paulo’, Luis Artur Nogueira, comentarista da Jovem Pan e Tomé Abduch, comentarista político.
“Nós somos vítimas, prisioneiros, de dois monopólios verticalizados há décadas: a Petrobras e a Eletrobras, que controlavam tudo. A Eletrobras controlava a geração, a transmissão, a distribuição [de energia elétrica], e a Petrobras, a extração, o transporte e a distribuição [de petróleo]. Essa solução que os políticos de esquerda deram, eles já fizeram e quebraram a Petrobras e a Eletrobras. Nós já sabemos que não funciona. Por outro lado, nós não podemos deixar dois monopólios extraindo lucros dos brasileiros. Esse modelo chegou ao fim. A Eletrobras precisa investir R$ 15,5 bilhões só para manter sua fatia de mercado e só tem capacidade financeira para investir R$ 3, 3,5 [bilhões]. Nós sabemos que o caminho da prosperidade exige competição, livre mercado. Não é nem por questão ideológica, é por necessidade de sustentação do crescimento. Estão querendo pregar um modelo ruim, que se exauriu, estão querendo pregar uma volta ao passado. Vamos controlar os preços? Ok, vamos quebrar a Petrobras e a Eletrobras. [O controle de preços quebrou] não só as empresas, quebrou os fundos de pensão, quebraram tudo. O caminho não é o congelamento de preços do passado, como a esquerda está falando, mas o caminho não é ficar com esse modelo de cartéis, de monopólios verticais”, afirmou o ministro, analisando que o correto seria deixar que a livre concorrência regulasse os mercados de petróleo e energia.
Confira a edição desta segunda, 21, do programa Direto ao Ponto.
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