Hollande e Merkel pedem mecanismo que controle o cessar-fogo na Ucrânia
Paris, 25 jun (EFE).- O presidente da França, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, encorajaram nesta quarta-feira os dirigentes da Rússia, Vladimir Putin, e Ucrânia, Petro Poroshenko, a trabalhar juntos para criar um mecanismo que controle o cessar-fogo decretado por Kiev no leste do país.
A conversa, segundo informou a Presidência francesa, se inscreve no marco do processo político empreendido após o encontro entre Putin e Poroshenko em Bénouville (França) em 6 de junho, data da celebração do 70° aniversário do desembarque de Normandia na Segunda Guerra Mundial.
Na “longa” conversa telefônica, como foi qualificada pelo palácio do Eliseu, Hollande e Merkel encorajaram os outros dois dirigentes a “trabalhar juntos principalmente na aplicação de um mecanismo de verificação do cessar-fogo com o apoio da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa)”.
O presidente francês e a chanceler solicitaram igualmente que colaborem no “controle efetivo da fronteira russo-ucraniana” e que “as pessoas retidas sejam liberadas o mais rápido possível” em aparente alusão aos observadores da OSCE.
Nesse encontro os líderes mostraram, além disso, seu apoio a Poroshenko perto da aplicação do plano de paz que este apresentou em 20 de junho para as regiões orientais do país, onde os combates entre tropas governamentais e milícias pró-russas causaram já centenas de mortos.
Após o anúncio desse plano e da trégua, o Eliseu afirma que Hollande e Merkel constataram “os primeiros gestos das autoridades russas” para alíviar a tensão no leste da Ucrânia.
Nesse sentido, destaca-se especialmente a decisão adotada nesta quarta-feira pelo Conselho da Federação (Senado) da Rússia de revogar a permissão para enviar tropas à Ucrânia que tinha outorgado a Putin em 1 de março.
A decisão da câmara Alta foi adotada a pedido do próprio chefe do Kremlin, que, segundo a presidência russa, deu esse passo para favorecer “a normalização da situação nas regiões orientais da Ucrânia” e também em vista do início das negociações entre as partes em conflito. EFE
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.