‘Hollywood está desesperada com a questão da inclusão’, diz Rafinha Bastos
O humorista Rafinha Bastos e a ex-BBB Fernanda Keulla geraram polêmicas ao debater a inclusão e a diversidade no meio artístico em entrevista ao programa Pânico nesta sexta-feira, 13. Rafinha afirmou que a busca pluralidade tem se tornado “forçada”. “Hollywood está desesperada com a questão da inclusão. Acho este tema muito importante, é necessário dar oportunidades para que as diferentes pessoas ocupem diferentes espaços, mas existe um limite. Parece que a diversidade está sendo forçada e se tornando uma caricatura. Ela não pode ser uma regra”. Na conversa, a ex-BBB rebateu o posicionamento de Rafinha, alegando que “desespero foi o que estas pessoas passaram por não ocuparem os lugares durante muito tempo”. “É uma reparação histórica que não possui um caráter de esmola. Estas pessoas que estão chegando são referência para crianças negras e indígenas, por exemplo”, reforçou Fernanda.
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Apesar de divergirem em muitas opiniões, Rafinha Bastos e Fernanda Keulla concordaram no aspecto de que o humor é uma ferramenta poderosa para lidar com questões complexas. Neste sentido, a modelo revelou que, para lidar com as críticas sobre seu trabalho, beleza e posicionamentos políticos, opta pelo caminho mais leve. “Eu faço piada comigo mesma. O humor me alivia porque as pessoas querem que eu fique insegura com as críticas. A gente só perde com esta polarização louca que nos metemos”, disse. Já o humorista esclareceu que, para conseguir exercer sua função, muitas vezes precisa se desligar da repercussão que suas piadas geram. “Não pensem que a polarização política só existe no Brasil. Inclusive, nos Estados Unidos, a patrulha do politicamente correto é muito mais organizada, então você é canceladíssimo. No ambiente polarizado, o humor é a salvação. O humor é a maneira que eu tenho de atingir aqueles que não querem me ouvir porque, mesmo que não concorde comigo, o cara dá risadas. Meu objetivo é fazer as pessoas rirem, não me importo com a repercussão disso. A repercussão mata a autenticidade e criatividade porque você passa muito tempo tentando se adequar a um grupo”, concluiu.
Confira a entrevista com Rafinha Bastos e Fernanda Keulla:
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