Homem denuncia lei da Bélgica que permitiu suicídio assistido de sua mãe
Bruxelas, 2 fev (EFE).- Tom Mortier, um belga de 38 anos, denunciará perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TDHE) a legislação que regula a eutanásia na Bélgica, por ter permitido o suicídio assistido de sua mãe, afetada por uma grave depressão.
Godelieva De Troyer, de 64 anos, morreu em abril de 2012 como consequência de uma injeção letal, que foi aplicada a pedido da própria, em um hospital de Bruxelas.
O filho decidiu levar à corte de Estrasburgo o caso de sua mãe para relançar o debate em seu país e assegurar um maior controle da aplicação das normas, informou nesta segunda-feira o jornal flamengo “De Morgen”.
Os médicos deram a Godelieva De Troyer o sinal verde à eutanásia após concluir que a mulher sofria de uma “depressão intratável”, apesar de apresentar uma boa saúde física, lembrou o jornal.
O filho foi informado dos fatos depois da morte de sua mãe, quando o hospital entrou em contato para avisar-lhe que poderia retirar seus restos mortais.
Mortier já tinha denunciado o caso perante a Ordem de Médicos da Bélgica e ao Ministério Público de Bruxelas.
A denúncia apresentada perante a procuradoria de Bruxelas em abril do ano passado se dirigiu em particular contra o médico que assistiu à morte de sua mãe, Wim Distelmans, presidente da comissão de controle da eutanásia na Bélgica.
Foi a primeira vez que um médico favorável à eutanásia, considerado como pioneiro na matéria, se tornou alvo de uma denúncia.
Em particular, Mortier denunciou a existência de graves indícios de que não foram respeitadas as condições da lei sobre a eutanásia.
O pedido perante o Tribunal de Estrasburgo será apresentado, segundo o advogado de Mortier, por Roger Kiska, da Aliança de Defesa da Liberdade, um movimento conservador de defesa dos valores familiares tradicionais com sede em Viena. EFE
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