Isolamento deve ser prorrogado em boa parte da Europa; alguns lugares flexibilizam
O bom tempo, com previsão para durar todo o feriado de Páscoa, está deixando as autoridades britânicas ainda mais em alerta. A polícia do Reino Unido está pressionando o gabinete conservador a estender a quarentena e restringir ainda mais a circulação no país.
Os britânicos registraram na quarta (8) 938 mortes em apenas 24 horas causadas pela covid-19. A projeção sendo divulgada na imprensa local indica que o pico de contaminações e fatalidades ainda deve levar mais de uma semana.
Por isso, a comoção local entre a polícia e a própria classe política é de que o cerco precisa ser apertado agora.
O primeiro-ministro Boris Johnson continua internado na UTI aqui em Londres. As informações oficiais indicam que ele está respondendo bem ao tratamento. Senta na cama e conversa normalmente.
Mas Johnson não está trabalhando, o que indica que a decisão sobre a ampliação da quarentena no Reino Unido deve ser tomada sem ele. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, é uma das autoridades que também pressionam pela extensão da quarentena já que a capital é o principal foco do país.
Em outros países europeus a decisão também parece certa e pronta para ser anunciada.
França
Na França, o presidente Emmanuel Macron fará um discurso à nação na segunda-feira e a expectativa é de que a quarentena seja prorrogada até o final deste mês – pelo menos.
O chefe do palácio Eliseu já ampliou as restrições de circulação no país nesta semana restringindo até as atividades físicas. Por lá ninguém pode sair às ruas sem levar um documento preenchido com os detalhes e justificativas para não estar em casa. A regra vale até para ir ao supermercado.
Espanha
Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez quer prorrogar a quarentena até o próximo dia 26 de abril. As estatísticas diárias por lá dão a entender que as contaminações estão estabilizadas, mas ainda em um patamar muito alto e, sobretudo, frágil.
Itália
Na Itália, que foi o primeiro grande foco de contaminação na Europa, a discussão sobre como proceder nas próximas semanas é intensa. Já se fala em um pequeno relaxamento das regras após a Páscoa. Empresas específicas podem receber autorização para voltar a operar.
Mas está claro que a flexibilização será bastante gradativa e por regiões para não colocar em risco os esforços realizados até aqui. Uma abertura mais significativa mesmo não deve ocorrer antes de 4 de maio.
O governo de Roma, inclusive, alerta os países vizinhos para também protegerem a Itália do risco de uma nova onda de contaminação em massa.
Outros países europeus
Em Portugal, o governo proibiu as pessoas de deixarem seus bairros temendo grandes deslocamentos por conta da Páscoa.
Países europeus menos afetados, por sua vez, também iniciam um processo cauteloso de flexibilização das regras de quarentena. Pequenas lojas serão abertas na Áustria e na República Tcheca, e as escolas na Dinamarca voltam a funcionar em 15 de abril.
Já na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, sugeriu que poderia haver um retorno gradual à normalidade após a Páscoa, se a atual tendência positiva nos números continuar.
Assuntos
continue lendo
Eliseu Caetano
Argentina inicia arbitragem contra Reino Unido por petróleo nas Malvinas
Governo de Javier Milei deu prazo de duas semanas para Londres agir contra o projeto Sea Lion e afirma que poderá recorrer ao Tribunal Internacional do Direito do Mar
- Morre o influenciador Lito Sousa aos 59 anos Jovem Pan · há 12 horas
- Jão amplia turnê de Memórias Póstumas; confira agenda da semana Fabrizio Neitzke · há 13 horas
- Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini é candidato ao governo do ES Júlia Lara · há 2 semanas
- Estreante, conheça a médica Natasha Slhessarenko que disputa governo de MT e realizou o sonho da mãe Sarah Américo · há 2 semanas