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Juiz nega suspensão de candidatura de Guilherme Boulos

Pedido do Ministério Público Eleitoral foi feito após o lançamento das obras da 'Copa do Povo', no fim de 2023, em que psolista foi apontado como o melhor candidato

Felipe Cerqueira

A liminar solicitada pelo Ministério Público Eleitoral que pedia a suspensão do processo de registro da candidatura de Guilherme Boulos (Psol) foi negada. O pedido do órgão foi feito após o lançamento da ocupação “Copa do Povo” (nas obras do Minha Casa Minha Vida na zona leste de São Paulo), no fim de 2023, em que Boulos foi apontado como o melhor candidato para as eleições municipais. A ação acusava o candidato de utilizar recursos públicos para usufruir em campanha. O Ministério Público Eleitoral argumentou que a obra “Copa do Povo” teria sido financiada com recursos públicos e que sua publicação, às vésperas das eleições, configuraria uma vantagem indevida para Boulos. Segundo o órgão, a promoção do candidato poderia influenciar de maneira desleal o processo eleitoral, justificando assim a necessidade de suspensão do registro de sua candidatura.

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No entanto, um juiz da primeira Zona Eleitoral de São Paulo negou a suspensão na última sexta-feira (16). A autoridade afirmou que não existem motivos suficientes para suspender o registro de candidatura de Boulos. O juiz destacou que seria necessário apresentar provas mais concretas de uso indevido de recursos públicos. Além de negar a suspensão, deu um prazo de cinco dias para que o promotor faça adequações ao pedido, caso deseje prosseguir com a ação. O magistrado sugeriu que o Ministério Público Eleitoral apresente evidências mais robustas e detalhadas que comprovem a alegação de uso indevido de recursos públicos na campanha de Boulos.

*Com informações do Jornal da Manhã

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