Lei Seca completa 12 anos com estimativa de 41 mil vidas salvas
A Lei Seca, que aplicou a tolerância zero para motoristas que dirigem sob efeito do álcool, completa 12 anos, ostentando uma redução de pelo menos 14% das mortes no trânsito. Em 2010, o consumo de bebida alcoólica representava a segunda causa de óbitos no tráfego. Hoje, é a quarta.
Para Alysson Coimbra de Souza Carvalho, coordenador da Mobilização de Médicos e Psicólogos Especialistas em Tráfego do Brasil, o caráter punitivo foi fundamental para a mudança deste cenário e houve uma quebra de paradigma.
Apesar da efetividade da legislação, falta ampliar a fiscalização a fim de atingir metas mais agressivas de segurança viária. Para o consultor em engenharia urbana, Luiz Célio Bottura ainda é preciso que haja uma conscientização maior dos motoristas.
Até 2008, o Brasil não possuía qualquer legislação que reprimisse o consumo de álcool na direção. O alto número de mortes e acidentes acabou mobilizando a sociedade civil. Em abril de 2018, as imposições da Lei Seca ficaram ainda mais rigorosas definindo que o motorista que dirigir bêbado e causar acidente com morte será enquadrado no crime de homicídio culposo com pena de prisão variando de cinco a oito anos.
Um estudo do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro revelou que, entre 2008 e 2016, a Lei Seca teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas.
*Com informações do repórter Daniel Lian
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