Lideranças indígenas se preocupam com avanço da Covid-19
Em uma tribo indígena no Mato Grosso, o líder do povo Kayapó, Raoni Metuktire, aponta precariedade no atendimento de saúde às tribos. Em um vídeo, o cacique, de 90 anos, acusa o presidente Jair Bolsonaro de querer se aproveitar da pandemia da Covid-19 para eliminar os indígenas.
No extremo oeste da Região Norte do Brasil, a tribo Huni Kui vê com preocupação o avanço do novo coronavírus. A comunidade com 15 mil integrantes, vive no Acre, na fronteira com o Peru, e é dividida em 104 aldeias, muitas delas extremamente isoladas, na floresta amazônica. O chefe da tribo, Ninawa Inu Huni, testou positivo para o coronavírus e teme pela saúde de seu povo.
As aldeias mais próximas aos centros urbanos estão vulneráveis a contaminação, uma vez que precisam se deslocar até a cidade para buscar alimentos. O cacique Ninawa prevê aumento no número de óbitos e diz que o estado do Acre não tem estrutura para atender uma aldeia infectada.
Segundo a Associação de Povos Indígenas do Brasil, de um total de 2.178 casos confirmados de coronavírus, pelo menos 211 indígenas morreram da doença.
*Com informações da repórter Lívia Fernanda
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