Bolsonaro e Lula sobem o tom e voltam a trocar farpas na imprensa
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o partido dos trabalhadores e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram dadas à imprensa durante o encontro com o presidente do Peru, Pedro Castillo, em Porto Velho, Rondônia. Em seguida, o ex-presidente petista também criticou Bolsonaro. Primeiro, Bolsonaro voltou a defender a liberdade de imprensa, criticando o Lula que chegou a afirmar que iria regulamentar a mídia caso seja eleito este ano. “Nós queremos uma América do Sul livre, liberdade de expressão, liberdade de imprensa para todos aqui. Logicamente que esse encontro aqui tem a ver com isso. Nós [Brasil e Peru] podemos ter uma boa relação se a democracia imperar de fato no seu país”, afirmou.
Bolsonaro voltou a subir o tom e disse que o dinheiro que deveria ter sido investido no Brasil durante a gestão do PT foi desviado para beneficiar países vizinhos. “O endividamento da Petrobrás de 2003 a 2015, por coincidência o [governo do] PT, foi de R$ 900 bilhões. Vocês que botam combustível no carro, bota gasolina, estão reclamando, estão pagando essa conta. E alguns querem que quem roubou a Petrobras volte a roubar de novo”, disse.
O ex-presidente Lula respondeu o presidente Jair Bolsonaro no mesmo tom. Lula voltou a criticar a famosa emenda secreta, que destina recursos públicos para deputados federais, e disse estar no caminho certo para a candidatura à Presidência da República em 2022. Se for eleito, o ex-presidente disse que a primeira coisa a ser feita é convocar uma reunião com todos os governadores. Diálogo que, segundo Lula, o presidente Bolsonaro não tem. “Um presidente não se rende como o Bolsonaro. Ele se rendeu. Ou seja, ele entregou à Câmara dos Deputados para cuidar do Brasil, porque enquanto a Câmara cuida do Brasil, faz orçamento secreto, distribui verba para quem quiser em época de campanha eleitoral, o Bolsonaro fica sentado na biblioteca do Palácio do Alvorada contando mentiras através da fake news”, criticou.
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*Com informações do repórter Maicon Mendes
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