Macedônia realizará eleições antecipadas para acabar com crise política
Skopje, 2 jun (EFE).- Os líderes dos quatro principais partidos da Macedônia concordaram nesta terça-feira com a realização de eleições gerais antecipadas no final de abril de 2016, devido à crise política que o país atravessa pelo escândalo das escutas telefônicas.
O anúncio foi feito pelo comissário europeu de Ampliação, Johannes Hahn, após a reunião que teve com os representantes políticos em Skopje, e a previsão é que os detalhes sejam definidos em Bruxelas na próxima semana.
“É bom que todos apostemos no futuro europeu do país. É importante ter os problemas internos resolvidos. Estamos de acordo em ter um período de transição e, no final de abril do próximo ano, convocar eleições antecipadas”, declarou Hahn à imprensa.
Da reunião participaram, além do primeiro-ministro macedônio, o conservador Nikola Gruevski, e do líder da oposição, o social-democrata Zoran Zaev, os dirigentes das duas principais legendas que representam a minoria albanesa: Ali Ahmeti, da União Democrática para a Integração, e Menduh Thaçi, do Partido Democrata dos Albaneses.
A decisão de antecipar o pleito, previsto inicialmente para 2018, responde à crise política que atravessa a Antiga República Iugoslava da Macedônia (ARIM) há quatro meses.
Zaev alega que existe um esquema de escutas telefônicas contra pelo menos 20.000 pessoas, incluindo políticos, jornalistas e líderes religiosos; uma campanha que atribui ao primeiro-ministro e à parte de sua equipe e cujo objetivo seria garantir o controle sobre estes influentes círculos mediante a possibilidade de extorqui-los.
Gruevski, por sua parte, assegura que as escutas foram orquestradas por serviços secretos estrangeiros e, ao mesmo tempo, sustenta que o material vazado à imprensa e as vozes escutadas nas conversas telefônicas grampeadas foram manipuladas. EFE
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