Gabinete de segurança de Israel discute possível cessar-fogo no Líbano
O gabinete de segurança de Israel se reuniu nesta quarta-feira (15) para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, disse uma autoridade israelense sênior, em meio à guerra contra o Hezbollah, um desdobramento do conflito dos EUA e Israel contra o Irã.
Israel e Líbano realizaram raras conversas entre embaixadores em Washington na terça-feira. “Essas negociações não ocorrem há mais de 40 anos. Elas estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós — não apenas o Líbano”, disse Netanyahu.
Nesta quarta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o principal objetivo da negociação com o Líbano é garantir o “desmantelamento” do movimento islamista Hezbollah.“Nas negociações com o Líbano há dois objetivos fundamentais: em primeiro lugar, o desmantelamento do Hezbollah; em segundo lugar, uma paz sustentável (…) alcançada por meio da força”, declarou o primeiro-ministro depois que os dois países realizaram as primeiras conversas diretas em décadas.
A negociação entre Israel e Líbano é essencial para o cessar-fogo na guerra entre Irã e EUA. Donald Trump disse anteriormente que a guerra contra o Irã poderia terminar em breve, dizendo ao mundo para ficar atento a “dois dias incríveis”. O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava sob forte pressão de Washington para chegar a um cessar-fogo no Líbano, disse outra autoridade israelense sênior.
Israel x Líbano
A ofensiva de Israel no Líbano começou em 2 de março, depois que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, abriu fogo contra Israel em apoio a Teerã, reacendendo a guerra entre os inimigos apenas 15 meses após o último grande conflito. A guerra matou mais de 2.000 pessoas no Líbano e forçou 1,2 milhão a deixar suas casas, segundo as autoridades libanesas.
Os militares israelenses enviaram tropas para o sul do Líbano, onde prometeram estabelecer uma zona de proteção e manter o controle sobre o território até o rio Litani, que se encontra com o Mediterrâneo a cerca de 30 km ao norte da fronteira de Israel.
“Eu instruí que toda a área do sul do Líbano até o rio Litani se torne uma zona proibida para os agentes do Hezbollah”, disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, durante uma visita ao sul do Líbano. Os ataques do Hezbollah mataram dois civis israelenses, enquanto 13 soldados morreram no Líbano desde 2 de março, segundo Israel.
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