Marcos do Val acredita que Senado vai referendar o ‘ponderado, acessível e extremamente religioso’ André Mendonça
O senador Marcos do Val (Pode) acredita que o ex-ministro da Justiça André Mendonça deve conseguir votos favoráveis para ocupar cargo no Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Marco Aurélio Mello na Corte, Mendonça vai passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça no Senado Federal, onde pode ter a indicação aprovada ou recusada pelos parlamentares. Para Marcos do Val, o advogado-geral da União vem “trabalhando com sabedoria” para acabar com possíveis resistências entre os senadores. “Ele é uma pessoa muito simples, acessível, humilde, extremamente religioso. Ele é um pastor. Quando a gente conhece alguém extremamente religioso normalmente ela acaba em todas as falas encaixando algo bíblico, mas ele não é assim. É uma pessoa muito tranquila, conhecedora da Justiça, ponderada, equilibrada. Estou sentindo que ele está conseguindo quebrar as resistências e acho muito possível que ele tenha votação favorável à indicação dele”, avaliou o parlamentar em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.
O senador acredita que a oitiva de Mendonça vai contar com três perfis de sabatina, direcionados de acordo com o interesse dos parlamentares. “Perfil daquele que é da direita e extrema direita, que quer ter alguém extremamente religioso. Vai ter aquele que vai primar pelas questões técnicas e jurídicas e vai ter alguém que quer barrar os processos que têm no STF. […] Como não tenho processo no STF e espero nunca ter na minha vida política, vou primar pelas questões técnicas de quando ele foi ministro da Justiça”, afirmou, lembrando que André Mendonça entrou para chefiar a pasta no governo após a saída do “superministro” Sergio Moro. Para Marcos do Val, durante sua permanência no ministério, o indicado conseguiu demonstrar bons resultados. “Ele é uma pessoa muito querida. Todos que sentam para conversar com ele percebem um ar de muita paz e tranquilidade e é isso que queremos hoje. Esse é o perfil que escuto pelas ruas e que acho que tem que ser: técnico, equilibrado e ponderado”, opinou o senador, que disse desconhecer a possibilidade de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, ser uma alternativa caso o nome de Mendonça não seja aprovado.
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