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Ministério da Justiça exonera delegado investigado no caso Abin

Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho era coordenador de Aviação Operacional da Coordenação-Geral de Apoio Operacional

Felipe Cerqueira

O delegado Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho é alvo de uma investigação da Polícia Federal que indica que a direção da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) usou o órgão para espionagem ilegal. Nesta semana, a PF deflagrou uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão de policiais federais da agência. A decisão que autorizou a ação foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele pediu a suspensão imediata do exercício das funções públicas do delegado e de outros seis investigados. O trecho da decisão diz que “as apurações internas, conforme comprovado pela Polícia Federal, realizadas sobre a utilização tecnológica na Abin, teriam sido obstadas por interferência dos delegados identificados como Alexandre Ramagem e Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho”. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União. Gomes Coelho era coordenador de Aviação Operacional da Coordenação-Geral de Apoio Operacional.

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A suspeita é que a Abin tenha rastreado milhares celulares de funcionários do STF, advogados, policiais, jornalistas e até de ministros do Supremo. Pelo menos 33 acessos de localização telefônica foram identificados. Nas redes sociais, o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, perguntou: “Quem aqui exige que a lista de espionados da gestão do inelegível seja publicada?”. Ele fez referência ao então presidente Jair Bolsonaro, que estava no poder na época das irregularidades. A Abin abriu sindicância interna em março do ano passado. Todas as informações apuradas foram repassadas para a Polícia Federal e para o STF.

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