Ministra da Cultura divulga balanço dos prejuízos causados ao patrimônio em invasões no DF
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, apresentou nesta quinta-feira, 12, um relatório feito pelos técnicos do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O documento, que ainda é tratado como preliminar, tem imagens e informações sobre os danos ao patrimônio público causados pelas invasões e depredações ocorridas em Brasília no último domingo, 8. O relatório também contém um plano de início dos trabalhos de restauração, com um detalhamento do que pode ser feito a curto e a médio prazo. No Palácio do Planalto, foram danificadas obras de arte como a tela “As Mulatas” do pintor Di Cavalcanti, além de presentes de outros países recebidos pelos governantes brasileiros, computadores, vidros e móveis. A ministra disse que o Governo Federal não mede esforços para recuperar o que for necessário: “Esse relatório ainda vai ser mais apurado e afinado, devido ao tamanho dos prejuízos que houveram. Isso acontecerá em três etapas, até a atualização total da recuperação dos patrimônios”.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, trouxe a informação de que foi criada, nesta quinta, uma comissão com integrantes de vários órgãos do Governo Federal, incluindo especialistas e restauradores, para ajudar no processo de recuperação. Ainda não há uma estimativa financeira acerca destes reparos e o Ministério da Cultura pensa em abrir um canal para receber doações.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou que vai trabalhar em conjunto com o governo brasileiro para ajudar na recuperação das obras de arte e do patrimônio histórico e cultural danificados nos atos violentos. A diretora e representante do órgão no Brasil, Marlova Noleto, disse que especialistas em diferentes técnicas de restauro estão à disposição do Governo Federal e devem ajudar na restauração de obras de arte, mobiliário e estruturas dos prédios vandalizados.
[jp-related-posts ids=”1359682,1359614″]
*Com informações da repórter Paula Lobão
Assuntos
continue lendo
Mundo
Impunidade após mortes de jornalistas aumenta pela 1ª vez desde 2012, diz Unesco
Índice, que abrange os homicídios cujas investigações não foram concluídas ou continuam em curso, registrava queda desde 2012, caindo do nível recorde de 95% para 85% em 2024
- Lula derrota família Bolsonaro pela segunda vez Jovem Pan · há 1 semana
- Quem é Celina Leão, amiga de Michelle Bolsonaro que foi reeleita governadora do DF Jovem Pan · há 1 semana
- Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%; Lula, por 45% Jovem Pan · há 2 semanas
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 3 semanas