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Ministro de Israel expressa desejo de dividir Gaza com os Estados Unidos

Sem qualquer menção ao reassentamento dos palestinos que vivem na região, Bezalel Smotrich declara que o país 'pagou muito dinheiro' pela guerra e que precisa ver como 'vamos dividir a terra em porcentagens'

Nicolas Robert

Ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, visita a Casa Nariman para prestar homenagem às vítimas dos ataques terroristas de 26/11 em Mumbai, na Índia
Ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, visita a Casa Nariman para prestar homenagem às vítimas dos ataques terroristas de 26/11 em Mumbai, na Índia EFE/EPA/DIVYAKANT SOLANKI

Em meio à devastação do conflito, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, causou polêmica ao se referir à Faixa de Gaza como uma “potencial mina de ouro imobiliária”. A declaração, feita durante negociações com os Estados Unidos sobre o futuro da região, ignora o destino dos mais de 2 milhões de palestinos cujas casas foram destruídas.

Smotrich afirmou a necessidade de reconstruir Gaza após a demolição inicial, e questionou como a terra seria dividida. Ele mencionou que o país “pagou muito dinheiro por esta guerra” e que “precisamos ver como vamos dividir a terra em porcentagens”.

Um plano de negócios, desenvolvido em parceria com israelenses e o presidente dos EUA, Donald Trump, está em andamento para definir quem administraria as parcelas de terra. A comunidade internacional, agências humanitárias e as Nações Unidas expressaram profunda preocupação com a falta de menção sobre o reassentamento dos palestinos desalojados.

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As declarações de Smotrich podem ter sérias consequências diplomáticas. Muitos países, incluindo a União Europeia, consideram aplicar sanções a Israel ou até mesmo reconhecer o Estado Palestino como forma de protesto contra as ações militares e diplomáticas na Faixa de Gaza.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA