Moro nega interferência na PF em investigação do caso dos hackers
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro foi ouvido como testemunha pela Justiça Federal do Distrito Federal no inquérito da Operação Spoofing, que investiga a ação de hackers na invasão de celulares e roubo de mensagens de autoridades no ano passado. No depoimento, Moro disse acreditar que o intuito dos invasores era roubar dados sigilosos.
O advogado Ariovaldo Moreira, defensor de Walter Delgatti, líder do grupo hackers, tentou imputar ao ex-ministro uma interferência na atuação da Polícia Federal no caso. Sergio Moro disse que as situações são bem diferentes e condenou a publicação das mensagens pelo site The Intercept Brasil, mas negou ter acusado o jornalista Glenn Greenwald, editor do portal, de qualquer crime.
Quem também prestou depoimento foi a ex-deputada federal e candidata derrotada à vice-presidência em 2018, Manuela D’Ávila (PC do B). Citada como a ponte entre Walter Delgatti e Glenn, ela negou ter intermediado o contato. Manuela afirmou ainda que nunca viu Delgatti ou outros membros do grupo pessoalmente.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni
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