MP investiga morte de elefante no Zoológico de SP para saber se houve maus tratos
O Ministério Público de São Paulo investiga a morte de uma elefante africana fêmea pra saber se houve maus tratos por parte dos funcionários do zoológico.
Teresita, como era chamada, morreu aos 40 anos e viveu por 22 deles na capital paulista. No último domingo (06), a elefante que já estava bem doente, acabou falecendo mas a notícia só chegou nesta terça-feira (08).
A Promotora de Justiça do Gecap, Vania Tuglio, estranhou o atraso da confirmação do óbito e disse que vem investigando maus tratos no zoológico de São Paulo desde abril do ano passado.
De acordo com o zoológico, que publicou uma nota em maio de 2018, o elefante começou a apresentar um quadro de apatia, diminuição do apetite, secreção pela tromba e nos olhos. A partir daí, passou a receber tratamento intensivo porque havia a suspeita de doença respiratória.
O quadro evoluiu para paralisia facial, afetando o lado esquerdo do animal, como a movimentação da orelha, a respiração pelo lado esquerdo da tromba, a movimentação mastigatória e o movimento da pálpebra.
Sessões de laserterapia e de eletroacupuntura foram utilizadas durante os procedimentos sob sedação na tentativa de reverter a paralisia do nervo, mas nada adiantou.
O laudo da necrópsia apontou como causa da morte uma pneumonia grave e infecção no ouvido.
*Informações do repórter Victor Moraes
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